Seedorf - Com carreira invejável no futebol europeu, Clarence Seedorf encerrou a carreira no Brasil, atuando pelo Botafogo, onde jogou entre 2012 e 2014. No Alvinegro, o meia holandês marcou 24 gols em 81 partidas e conquistou o Carioca de 2013. No Velho Continente, o ex-jogador vestiu a camisa de Ajax, Real Madrid, Internazionale e Milan. - Vítor Silva/SSPress
Seedorf - Com carreira invejável no futebol europeu, Clarence Seedorf encerrou a carreira no Brasil, atuando pelo Botafogo, onde jogou entre 2012 e 2014. No Alvinegro, o meia holandês marcou 24 gols em 81 partidas e conquistou o Carioca de 2013. No Velho Continente, o ex-jogador vestiu a camisa de Ajax, Real Madrid, Internazionale e Milan.Vítor Silva/SSPress
Por O Dia
Rio -  A passagem de Clarence Seedorf pelo futebol brasileiro deixou alguns legados no Botafogo e nos jogadores do Alvinegro. Um deles foi o zagueiro Dória, que foi um dos mais influenciados pelo holandês. O defensor revelou ter levado um puxão de orelha por andar descalço pela concentração.
"Uma vez sai do quarto para pegar um biscoito ou suco e ele me viu. Eu tomei um puta susto e ele me perguntou: ‘Por que você está indo descalço?’. Respondi: ‘Eu vou só tomar um suco, é rapidinho’. Ele me deu o chinelo dele e eu fui todo sem graça", disse Dória, ao ESPN.com.br.

"Quando voltei, ele falou: ‘Nunca mais ande descalço. Imagine se você der uma topada ou cortar o pé porque amanhã temos jogo. E você ficar de fora por que está descalço?’ Eu levei isso para a minha vida toda. Toda vez que vou sair descalço, lembro do Seedorf e penso: ‘Vou colocar o chinelo’ (risos)", contou o defensor.
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Além disso, Seedorf também assumiu papel fundamental para acalmar uma torcida organizada do Botafogo apenas com conversa, sem necessidade de partir para violência. O clube vivia uma crise financeira e os salários dos jogadores estavam vários meses atrasados.
"Ele é um cara que sabe usar muito bem as palavras e tem muitos argumentos. Todo dia tinha reunião com a diretoria, quase não tinha treinos. Parecia até uma disputa. O foco não era mais o futebol, era saber quando eles iriam nos pagar para que pudéssemos trabalhar direito. Tinham jogadores que ganhavam pouco e não tinham como pagar as contas e estavam endividados", contou Dória.
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"No final, os caras ficaram do nosso lado. Eles foram para bater na gente. Os caras quase choraram e ficaram tristes pela nossa situação e do clube. Pediram desculpas por ter ido ameaçar a gente e batem palmas para nós", recordou.
Assim como dentro de campo, fora, Seedorf se preocupava com todos os detalhes, como viagens, alimentação dos jogadores, treinos e até os horários de recuperação.
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"Tudo tinha a mão dele. Ele era um cara muito intenso e muito correto. Tudo que ele fazia era pra melhorar o time. Às vezes alguns jogadores não gostavam porque estavam acostumados a fazer as coisas de outra forma, mesmo que estivesse errado", elogiou.
 
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