John Textor e Thairo ArrudaVitor Silva / Botafogo

Rio - Um novo conflito surgiu nos bastidores do Botafogo em meio à crise financeira. Thairo Arruda, CEO da SAF do Glorioso, se recusou a assinar o aporte financeiro prometido por John Textor, no valor de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 260 milhões), de acordo com o "Lance". O dirigente não concordou com os moldes apresentados pelo dono da SAF e aumentou a tensão interna.
O Botafogo trabalha para derrubar o transfer ban da Fifa por causa da dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, pela contratação de Thiago Almada, em 2024. Ao todo, o débito é de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 158 milhões). John Textor afirma que tem engatilhado um aporte, mas Thairo Arruda vê a operação como um risco grande de piorar a crise financeira.
Recentemente, Textor explicou que a quantia viria de investidores que, posteriormente, teriam participações nas ações da SAF do Botafogo. O investimento seria feito pela GDA Luma, que é uma empresa que compra ativos endividados para reestruturar e lucrar. Porém, Thairo Arruda não vê isso em contrato e vê a operação nesses moldes como um risco grande.

Textor perde controle da Eagle e fica pressionado no Botafogo

Nos últimos dias, John Textor foi afastado do comando da Eagle Football após uma ação do fundo de investimentos Ares. Em 2022, a Ares emprestou 450 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões) para o empresário americano comprar o Lyon, mas ele ainda não pagou a dívida. Apesar disso, ele segue à frente da SAF do Botafogo por causa de uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro.
Em carta enviada nesta quinta-feira (29), John Textor acusou a atual administradora do Lyon, Michele Kang, e o fundo de investimentos Ares de serem responsáveis pelo transfer ban do Botafogo. O dono da SAF do Alvinegro ressaltou que eles bloquearam uma contribuição de 50 milhões de dólares (cerca de R$ 260 milhões) e prejudicaram o clube.
Além disso, John Textor também acusou Michele Kang e o fundo de investimentos Ares de entrarem em conluio para administrar o Lyon sem consultar outros acionistas, incluindo o próprio empresário americano. No entendimento do dono da SAF do Botafogo, esse movimento contribuiu para os problemas financeiros da Eagle Football.