"É uma decisão dos Estados Unidos, mas sou o proprietário aqui no Brasil. O contrato pelo qual vendi minhas ações para a Eagle foi firmado nos Estados Unidos e é nulo tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil", disse ao 'ge'.
Questionado sobre os desdobramentos do caso, o dirigente reconheceu que o desfecho ainda deve levar tempo, já que o processo pode passar por diferentes instâncias antes de uma resolução definitiva.
"Levará algum tempo para que o processo judicial seja concluído aqui. Talvez se resolva aqui no Rio, talvez tenha que chegar a Brasília, mas no fim das contas, eu sou o dono. É muito frustrante estar fora do clube agora", comentou.
Textor situou o embate em um contexto que vai além dos interesses diretos de Botafogo e Eagle, relacionando o episódio ao ambiente de investimentos estrangeiros no futebol brasileiro como um todo.
"Acho que não é só um teste para o Botafogo, é um teste para o futebol brasileiro. Fui convidado para investir não só na equipe, mas neste país. Acho que queremos incentivar esse investimento, tanto dentro do país quanto de fontes externas, para fortalecer o futebol brasileiro, o melhor futebol do mundo."
Ele ainda acrescentou: "Não podemos permitir que essas situações em que regras locais e a influência de clubes sociais, esses modelos antigos que levaram à criação e aprovação da Lei da SAF, continuem. Temos que proteger isso".
Ao definir o conflito como uma "briga de família", o empresário demonstrou confiança em um desfecho judicial favorável.
"Claro que digo isso de forma egoísta, porque meu interesse é o meu amor por este clube, mas acho que há muito mais em jogo do que apenas Botafogo. Acredito que, no fim das contas, os tribunais chegarão às decisões corretas. Eu sou o dono. Esta é uma briga de família entre mim e a Eagle. Sempre foi assim, isso já passou."
Por fim, fez questão de deixar um recado direcionado à atual gestão majoritária do futebol alvinegro, hoje nas mãos da associação. "Não acho que os clubes sociais devam se aproveitar da situação de forma oportunista. É hora de voltarmos ao caminho dos títulos, precisamos ser campeões", concluiu.
*Reportagem do estagiário Bernardo Fonseca, sob supervisão de Rodrigo Souza
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