Presidente do Botafogo Social, João Paulo Magalhães, tem relação próxima com novo investidor da SAF, Gabriel de AlbaReprodução de Instagram
Entenda como aumento das ações acelera a venda da SAF do Botafogo
Com mais capital social, Glorioso espera reduzir participação da Eagle para poder, enfim, finalizar acordo com a GDA Luma
A SAF do Botafogo deu um passo decisivo para sacramentar a venda à GDA Luma. A aprovação do aumento de capital social em Assembleia Geral Extraordinária, na noite de quinta-feira (24), abriu caminho para o clube assumir quase a totalidade das ações e deixar a Eagle com participação muito pequena.
Essa mudança decisiva, entretanto, ainda depende dos próximos dias. Isso porque, serão emitidas 200 milhões de novas ações ordinárias de Classe B da SAF, que custarão R$ 0,01 cada e gerarão R$ 2 milhões.
Com a aprovação, os dois sócios agora terão 30 dias para comprar essas ações que entraram à venda. Por ter 51% da sociedade, após manobra baseada em quebra de contrato de sua antiga parceria, o Botafogo terá de comprar a mesma porcentagem, com investimento de R$ 102 milhões.
E é em relação aos outros 49% que está a questão decisiva para poder acontecer a venda à GDA Luma. Isso porque a Eagle terá que desembolsar R$ 98 milhões para poder incorporar as ações restantes.
A aposta é que a holding não consiga comprá-las, devido ao seu processo de recuperação judicial no exterior. Com isso, o Glorioso poderá adquiri-las, o que fará com que a antiga dona de 90% da SAF passe a ter um valor ínfimo da participação societária.
E assim, o Botafogo voltará a ser o dono de praticamente todas as ações de seu futebol. O que vai permitir, finalmente, vender 90% para o grupo do empresário Gabriel de Alba, que já participa ativamente da gestão, contribuindo decisivamente para a chegada dos reforços na última janela de transferências.
Como foi a votação da Assembleia Geral Extraordinária
Diante da decisão da Justiça brasileira, a Eagle não tem poderes políticos na SAF do Botafogo e, por isso, não participou da votação. Ela foi representada pelo Administrador Judicial representado pelo escritório Marcello Macêdo Advogados e pela Preserva-Ação Administração Judicial, que se abstiveram de dar voto.
Ainda assim, a presença deles foi decisiva para a aprovação apenas com o voto do presidente do clube social, João Paulo Magalhães. Caso não houvesse a presença do outro sócio (Eagle), a Assembleia Geral Extraordinária seria adiada para a semana que vem.
O que disse o Botafogo sobre a votação
"A SAF Botafogo informa que realizou, nesta quinta-feira (24), Assembleia Geral Extraordinária (AGE), em primeira convocação, na qual foi aprovado o aumento do capital social da Companhia mediante a emissão de novas ações ordinárias da Classe B, todas nominativas e sem valor nominal. As ações subscritas pelos acionistas deverão ser integralizadas em moeda corrente nacional no prazo máximo de três dias úteis a contar da respectiva subscrição.
A medida tem como objetivo contribuir para a recomposição do fluxo de caixa da Companhia considerando sua atual situação econômico-financeira e o contexto de recuperação judicial, inclusive para o cumprimento de obrigações correntes."

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