Reencontro em clima de apoio

Três décadas após vaias, Seleção volta a Salvador para um jogo de Copa América em busca de paz e da classificação

Por O Dia

Daniel Alves treina com a Seleção em Salvador: baiano, o lateral-direito e capitão vai jogar em casa
Daniel Alves treina com a Seleção em Salvador: baiano, o lateral-direito e capitão vai jogar em casa -

Depois da frieza do Morumbi na estreia, a seleção brasileira volta a campo hoje, às 21h30, contando com o calor da torcida baiana para garantir a classificação à próxima fase da Copa América contra a Venezuela, na Fonte Nova. Basta uma vitória. Será o retorno do Brasil a Salvador na competição, num clima completamente diferente da última vez. E quis o destino que fosse o mesmo adversário de 30 anos atrás, quando vaias deram o tom de uma relação conturbada.

Indignada com a dispensa do ídolo Charles, do Bahia, um dia antes da estreia na competição, os baianos declararam guerra à Seleção de Sebastião Lazaroni, em 1989. Vaias ao time e ao hino nacional, fogo em bandeira na arquibancada, estádio vazio (13 mil pessoas). Apesar da vitória por 3 a 1, o clima hostil piorou. Renato Gaúcho levou uma ovada ao entrar em campo na segunda partida, contra o Peru, e os jogadores também deram declarações de irritação com a situação. 

Não à toa, o Brasil decepcionou e teve dois empates sem gol contra Peru e Colômbia, correndo sério risco de ser eliminado em casa logo na primeira fase. Bastou sair de Salvador para a Seleção reencontrar apoio, classificar-se em Recife ao vencer o Paraguai, e embalar no Rio para ser campeã.

Depois da experiência amarga, a Seleção refez as pazes com os baianos nos anos seguintes, e voltou outras vezes a Salvador para Eliminatórias e Copa das Confederações de 2013, mas não jogou na Copa do Mundo. Agora, na Copa América, os dois lados poderão reforçar os laços para, em caso de título, terem uma lembrança mais agradável do que a de 1989.

"Vou insistir que as pessoas entendam que estamos aqui representando nosso país. Não estamos aqui para brincadeira, perdendo tempo ou porque ficamos mais bonitos vestindo a camisa da Seleção. Estamos aqui para uma missão e é momento de seriedade, de estarmos unidos, fechados. Já vivemos a experiência de que quando há conexão os resultados são mais favoráveis", avisou o baiano Daniel Alves.

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