
Tobar teve passagens inusitadas por ameaçar agredir jogadores. Em 2016, dois casos foram os mais emblemáticos. Pela Copa Libertadores daquele ano, em La Paz, The Strongest e São Paulo empataram por 1 a 1 e os jogadores tiveram uma briga generalizada na saída do gramado. A polícia teve de apartar a confusão e no caminho para o vestiário, atletas da equipe boliviana acusaram Tobar de chamá-los para brigar.
No mesmo ano, pelo Campeonato Chileno, um jogo entre Deportes Iquique e Unión Española acabou com muita reclamação. Um jogador do Iquique reclamou que, ao contestar a marcação de um pênalti, ouviu do árbitro que apanharia depois do jogo. Tobar se envolveu um grande escândalo da arbitragem chilena em 2012, o chamado "Clube do Pôquer" e que lhe rendeu oito meses de suspensão.
O esquema era comandado pela chefia de arbitragem da Associação Nacional do Futebol do Chile e consistia em reuniões dos juízes para jogar cartas. Quem perdesse as disputas era escalado para trabalhar em jogos de menor importância e usava o pagamento pelo trabalho para pagar as despesas com os baralhos. Tobar só começou a recuperar prestígio em 2014, ao voltar a atuar em partidas importantes no Chile.
Ele é engenheiro de computação, mora em Santiago e, no ano passado, dirigiu a primeira partida da final da Copa Libertadores, em La Bombonera, entre River Plate e Boca Juniors. Nesta Copa América ele dirigiu em Salvador a vitória da Colômbia por 2 a 0 sobre a Argentina, pela fase de grupos.
A seleção brasileira já teve um jogo nesta Copa América comandado por um chileno. Julio Bascuñán foi o responsável por conduzir a partida contra a Venezuela, em Salvador. No empate sem gols válido pela fase de grupos, o árbitro anulou três gols do Brasil, um deles por falta de Roberto Firmino e os outros dois lances por impedimento após consultar o auxílio dos árbitros de vídeo.