Mesmo na dor, Messi assume o papel de líder na Argentina

Craque segue sem títulos com a equipe, mas não foge da dividida fora de campo

Por O Dia

Ídolo não 
se escondeu após derrota para o Brasil na semifinal no Mineirão
Ídolo não se escondeu após derrota para o Brasil na semifinal no Mineirão -
O Messi que chegou ao Brasil para jogar a Copa América, definitivamente, não é o mesmo que amanhã, no Itaquerão, lutará contra o Chile pelo terceiro lugar na competição. É verdade que o camisa 10, mais uma vez, voltará para casa sem um título para encerrar o longo jejum de 26 anos que atormenta os hermanos. Mas o craque mostrou nova faceta, fora do campo: maduro, exerceu papel de líder, mesmo sem exibir na plenitude a habitual genialidade com a bola nos pés.

Mesmo após a derrota para o Brasil, na semifinal, Messi deu a cara para bater. Diferentemente do vice-campeonato na Copa América nos EUA, em 2016, quando perdeu pênalti na decisão contra os chilenos e anunciou, sem dar entrevistas, sua aposentadoria da seleção, o meia, no Mineirão, enfatizou que seguirá 'ajudando' a equipe argentina — e se pôs à disposição para tentar o título continental em 2020, quando os hermanos vão sediar a Copa América junto com os colombianos.

"Se tenho que ajudar por algum lado, eu vou fazer. Eu me senti muito bem com este grupo", declarou Messi. Disponível, na zona mista do estádio, revelou o que pensa sobre o futuro dele e da equipe. "Vem uma geração boa, importante, que mostrou que ama a seleção e que quer ficar. Há um futuro e uma base muito grande para a qual é preciso dar tempo. É preciso respeitá-los", disse.
Sem medo de caras feias ou críticas, Messi marcou presença na Copa América do Brasil. Antes reservado, cara fechada, quase soturno, o craque, de 32 anos recém-completados, assumiu a condição de veterano na condução de um grupo considerado jovem e inexperiente. "Estes garotos fizeram um sacrifício enorme. A Argentina tem material para seguir crescendo", avaliou.
Amanhã, contra o Chile, Messi, ganhando ou perdendo, deve novamente atender aos jornalistas sedentos por uma declaração. Sua meta é mostrar que, fora dos gramados, também bate um bolão. Solícito, nem sequer chegou a cogitar ficar fora da partida de amanhã, que, teoricamente, não representa muito para ele e nem para a Argentina, que terá desfalques por suspensão: o meia Acuña e o atacante Lautaro Martínez, um dos artilheiros da Copa América, com dois gols.
A escalação oficial só deverá ser divulgada hoje pelo técnico Lionel Scaloni. Ontem, por conta da chuva em São Paulo, o treino, no Pacaembu, foi cancelado. Messi, Agüero e outros destaques argentinos, porém, devem começar a partida. A rivalidade histórica com os chilenos é um dos motivos para que os destaques não queiram ser poupados. A meta é deixar a Copa América com uma boa impressão. Messi que o diga.

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