O atacante Cristiano Ronaldo dispensa apresentações. O craque conquistou dezenas de títulos nacionais e internacionais em passagens vitoriosas por Real Madrid, Manchester United e Juventus, consolidando-se como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Agora, o atleta do Al-Nassr busca a glória máxima do futebol: a conquista da Copa do Mundo, nesta que será sua última participação no torneio.
Ele já é o maior ídolo do futebol português: liderou as conquistas da Eurocopa 2016 e Ligas das Nações 2018/19 e 2024/25, os primeiros títulos profissionais da história do país, e é o maior artilheiro da seleção, com 143 gols. Para fechar a carreira com chave de ouro, o atleta quer levantar a taça do Mundial, e para isso, contará com o apoio de um elenco consolidado, formado por jogadores de destaque no futebol europeu e prontos para o título inédito.
Cristiano participou de seu primeiro Mundial pela seleção portuguesa em 2006, quando tinha apenas 21 anos. Desde então, disputou todas as edições seguintes - 2010, 2014, 2018 e 2022. No total, o ídolo português balançou as redes oito vezes em 22 jogos, mas recebe críticas por ter marcado gols apenas nas fases de grupos, e nunca nas partidas de mata-mata.
Em 2026, ele chega ao torneio pela sexta vez, igualando os recordes recém-batidos de Messi e Ochoa de mais participações na Copa e buscando a conquista em sua "última dança" na competição.
O time é treinado desde 2023 pelo espanhol Roberto Martínez, técnico que comandou a Bélgica na Copa do Mundo 2018, fazendo a equipe chegar à semifinal, eliminando o Brasil nas quartas. Na visão do treinador, uma das armas mais importantes da equipe é Cristiano e a forma como segue tendo uma rígida disciplina diariamente, mesmo aos 41 anos.
"Acho que a resiliência dele é difícil de encontrar. Não em nível de jogador de futebol, mas em nível humano. É muito difícil que uma pessoa que, depois de ter muito, muito sucesso, no dia seguinte, quando acorda, tenha a mesma fome. Acho que isso faz com que o Cristiano seja único. Não é o aspecto esportivo, é o aspecto humano, é ele conseguir, todos os dias, ter a mesma fome, depois de ter sucesso", afirmou Martínez.
Um dos pilares de maior destaque na seleção portuguesa é o meio-campo. O setor conta com as presenças de Vitinha e João Neves, meias do PSG bicampeão europeu, além de Bruno Fernandes, do Manchester United, na criação, e Bernardo Silva, ídolo do Manchester City que assinou recentemente com o Real Madrid.
Outros grandes nomes do futebol europeu compõem o setor ofensivo, como o ex-Chelsea e Atlético de Madrid João Félix e os pontas Pedro Neto, atualmente no Chelsea, Rafael Leão, do Milan, e Gonçalo Ramos, do PSG.
Já a defesa tem o goleiro Diogo Costa, do Porto, os zagueiros Ruben Días, do Manchester City, e os laterais Diogo Dalot, do Manchester United, e Nelson Semedo, com passagens por Barcelona, Wolverhampton e atualmente, no Fenerbahçe, da Turquia.
Cristiano já rasgou elogios à equipe, mas destacou a imprevisibilidade do Mundial como um fator de risco. "Temos uma geração muito boa, mas existem fatores que não conseguimos controlar. Os jogos, ganhar ou não ganhar, tudo isso influencia. Acredito que esta geração ainda vai dar muitas alegrias ao país", disse, à imprensa europeia.
Já Roberto Martínez despistou sobre a pergunta se considera Portugal uma das favoritas ao título da Copa, em entrevista à 'ESPN' do último mês de janeiro.
"Acho que, para ser favorita, a seleção precisa já ter sido campeã mundial, porque há um aspecto psicológico nisso. Vai ser o meu terceiro Mundial, e acredito muito que o aspecto psicológico é muito importante para ser competitivo durante o Mundial. E só há oito seleções, durante 92 anos de Mundiais, que ganharam a competição. E acho que são esses exemplos, de gerações antigas, que preparam psicologicamente o vestiário para poder ganhar o Mundial com a palavra "favorito'."
Portugal começa sua caminhada em busca do título inédito nesta quarta-feira (17), às 14h, contra a República Democrática do Congo. A seleção ainda encara o Uzbequistão, no dia 23, e a Colômbia, no dia 27, pelo grupo K da Copa do Mundo.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.