Rio - A ex-mulher de Allan, Jordana Holleben, utilizou suas redes sociais para comunicar que recebeu uma medida protetiva após realizar um B.O. contra o volante do Flamengo o acusando de agressão. A situação ocorreu no último dia 23, após o atleta supostamente ter invadido a casa em que ela mora com os dois filhos do ex-casal, na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio.
Allan em jogo do FlamengoMarcelo Cortes / Flamengo
A informação do B.O. foi dada primeiro pelo EXTRA e confirmada pelo Jornal O Dia. Em contato com a nossa reportagem, a Polícia Militar emitiu a seguinte nota: "A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que, nesta quinta-feira (23/1), equipe do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foi acionada para checar o que seria uma ocorrência de violência contra a mulher na Rua Pedro Teixeira. No local, os policiais localizaram as partes. A solicitante optou por não proceder à delegacia naquele momento".
No Flamengo, o volante prestou esclarecimentos e apresentou um vídeo do ocorrido. Como o entendimento é de uma questão pessoal, o clube carioca optou por não se manifestar publicamente na ocasião.
De acordo com a ocorrência, Jordana afirmou que o volante "entrou na residência, a empurrou e retirou as crianças, sem combinar com ela previamente, e as levou com ele". A PM chegou a encontrar Allan, mas ele disse aos policiais que buscou os filhos "apenas para tomarem sorvete no interior do condomínio".
Por meio da sua assessoria, o volante do Flamengo negou ter invadido a casa em que Jordana e os filhos vivem. Ele também rejeitou ter cometido violência física em relação a ex-mulher.
"A partir do momento que o imóvel é de propriedade do atleta. Ou seja, por direito adquirido, possui acesso, sem qualquer proibição, à mesma. Não houve qualquer situação relacionada à questão de violência física, inclusive com provas de vídeo, caso sejam necessárias. Por algumas tentativas, o atleta solicitou à ex esposa visitar os filhos e as mesmas não foram respondidas. Motivo pelo qual, ele foi até seu imóvel para visitar as crianças, único motivo da presença no local", disse.
Com passagens por Fluminense e Atlético-MG, Allan, de 28 anos, chegou ao Flamengo em 2023. Ele não conseguiu se firmar como titular do Rubro-Negro e conviveu com algumas lesões. No total, entrou em campo em 55 jogos e não fez nenhum gol.
Confira a nota de Jordana Holleben:
"Nota de esclarecimento: hoje, escrevo essas palavras com o coração partido, mas também fortalecido. Partido porque jamais imaginei que passaria por tudo o que vivi nos últimos anos. De um amor, veio o medo. De uma paixão, a solidão. De um carinho, atitudes inimagináveis. De uma tentativa de acordo, um estrangulamento financeiro. Na semana passada, não tive outra escolha senão pedir uma medida protetiva contra a pessoa com quem estive desde os 17 anos e que eu acreditava que me protegeria.
Mas, como mencionei, hoje escrevo com o coração fortalecido. Recebi a confirmação de que nós, mulheres, não estamos sozinhas. Que temos, sim, a força necessária para romper com anos de abuso psicológico, agressões verbais e para não aceitar qualquer tipo de violência. Tomo a liberdade de citar um trecho da decisão que concedeu minha medida protetiva:
'A palavra violência pode ter vários significados, sendo utilizada para definir o uso de força física, psicológica ou intelectual para obrigar outra pessoa a fazer algo contra a sua vontade, constranger, incomodar, impedir a outra pessoa de manifestar seu desejo e sua vontade ou de suportar agressões verbais que violem sua honra'.
Por mais doloroso que seja para mim escrever essas palavras, tenho certeza de que, como mãe, este é o melhor exemplo que posso dar a minha filha. Eu não consegui sair antes. E sei que talvez você, que está lendo, também sinta que não consegue. Eu precisei buscar ajuda. Dos meus amigos e da minha família. Da minha advogada e sua equipe. Da minha psicóloga. Da autoridade policial. Do judiciário que decidiu pela minha proteção, aliviando minha alma.
Que essa seja uma nova história sendo escrita. E que você, que está lendo, assim como eu, tenha a oportunidade de também escrever novos capítulos.
Por fim, afirmo que acredito na Justiça e no rigor da lei. Em respeito a minha família, por ora, não me manifestarei mais sobre esse assunto e permanecerei em sigilo até que todos os procedimentos terminem.
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