Pedro em ação pelo FlamengoAdriano Fontes / Flamengo

Rio - A carência de um reserva de ofício para Pedro voltou a ser o centro do debate no Flamengo após a derrota contra o Lanús, em jogo de ida pela Recopa, na última quinta-feira (19). Diante da falta de opções, o técnico Filipe Luís tem sido obrigado a redesenhar o setor ofensivo com improvisações, testando Bruno Henrique, Gonzalo Plata e Jorge Carrascal de forma centralizada.
No mercado, o clube adotou uma postura rígida, decidindo que só avançará por atletas que elevem o nível técnico e descartando contratações apenas para "tapar buraco". Sondagens por nomes como Kaio Jorge, Richarlison e Marcos Leonardo não evoluíram devido a barreiras financeiras e de projeto esportivo. 
O cenário de escassez é agravado pelas recentes oscilações coletivas e pela insegurança defensiva, fatores que amplificam a pressão da torcida pela chegada de um novo "homem-gol". A dependência do camisa 9 titular torna-se mais nítida a cada tropeço, transformando a busca por um suplente em uma discussão constante entre os torcedores e a imprensa. 

De acordo com o "ge", a estratégia flamenguista para o curto prazo foca em monitorar oportunidades pontuais de empréstimo até o fechamento da janela, embora tais chances sejam raras neste momento do calendário. A tendência é que Filipe Luís precise seguir extraindo versatilidade do grupo atual, trabalhando o setor ofensivo com as peças disponíveis. O clube permanece atento ao mercado, mas prioriza a responsabilidade orçamentária enquanto aguarda o momento certo para uma investida definitiva.