Danilo em treino do FlamengoGilvan de Souza/Flamengo
Danilo admite frustração na Copa e confirma que irá parar no Flamengo
Jogador, de 35 anos, fez parte da equipe de Carlo Ancelotti na competição; atleta tem contrato com o Rubro-Negro somente até dezembro
Rio - Lateral-direito do Brasil na última Copa do Mundo e zagueiro do Flamengo, Danilo, de 35 anos, abordou a campanha da Seleção na competição e seus últimos momentos no futebol. O veterano admitiu que a equipe de Carlo Ancelotti, que foi eliminada nas oitavas de final, decepcionou e também apontou sobre seus caminhos futuros no esporte.
"A Copa do Mundo, passado esse tempo, ainda está decantando. Foi realmente frustrante. Antes da competição, poucas pessoas falavam que o Brasil estava entre os favoritos. Mas a camisa, a história e o time que tinha diziam que o Brasil poderia ter ido mais longe, e a gente não conseguiu. Ficamos aquém do nosso potencial individual e de equipe, e isso torna tudo ainda mais difícil de digerir", disse em entrevista a Pedro Pirim, empreendedor e cofundador da plataforma Voz Futura, no videocast "O Próximo Passo".
Danilo, que tem contrato com o Flamengo, até o fim do ano, falou sobre seu futuro. O jogador afirmou que está no Rubro-Negro é algo que ele tem aproveitado muito e garantiu que será seu último ato como atleta.
"Se me falassem que eu ia ter a carreira que tive, passar por todos os clubes e conquistas e encerrar a carreira no Flamengo, que é o meu time de coração, eu teria assinado isso lá atrás. O dia a dia vai te engolindo. As responsabilidades, os resultados e as dificuldades. Mas a gente tem que parar para olhar esses detalhes e falar: "Cara, eu jogo no Flamengo". Eu tive a possibilidade de escolher voltar para o meu time de coração, aquele que eu via quando era criança, comemorava os gols e saía correndo pela rua", afirmou.
O Flamengo ainda deseja que Danilo permaneça no clube pelo menos por mais uma temporada. Sem abordar sobre sua continuidade ou não, o veterano afirmou que seguirá no futebol depois de parar.
"O futebol me deu muito, financeira e culturalmente, e eu cresci muito através do futebol. Então, penso que tudo o que aprendi, todas as experiências e os aprendizados com treinadores e grandes gestores me deixaram uma espécie de dívida com o próprio jogo", concluiu.

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