Um dos grandes cantores de samba dos nossos dias, Xande de Pilares, é torcedor apaixonado pelo Flamengo. O amor em preto e vermelho já foi declarado publicamente e também o levou a participar de festas em títulos marcantes. Em conversa com Dejan Petkovic, um dos maiores ídolos rubro-negros, o sambista revelou que essa relação com o Flamengo o levou a contrariar seu pai ainda bem pequeno.
Em participação no programa "O Gringo Convoca", programa da Petkovic TV, e apresentado pelo sérvio e por Ana Goebel, Xande de Pilares detalhou a situação que o levou a ser sincero com seu pai quando era criança.
"Meu pai, o senhor me levou no Maracanã três vezes para torcer pro teu time, o senhor pode até ficar chateado comigo, mas eu vou sempre respeitar o teu time, Vasco, e a sua torcida.. Agora vou lá desenrolar com a minha mãe, troco o Salgueiro pela Mangueira e fico com a camisa do Flamengo. Tá tudo certo. Todo mundo vai ser feliz. Isso com 10 anos”, contou.
Nascido em 1969, o cantor acompanhou bem a trajetória de um dos maiores jogadores de todos os tempos e maior ícone do Flamengo, Zico. Xande abordou a importância do Galinho em sua trajetória pessoal como torcedor.
"Vamos colocar foto do Pet com Zico, que é o meu ídolo máximo, a referência de tudo dentro de campo, a elegância jogando bola. O Galinho de Quintino é inexplicável para quem viu jogar", disse.
Xande de Pilares também destacou a importância de Dejan Petkovic, que anotou um dos gols mais marcantes da história do Maracanã, no tricampeonato carioca conquistado no fim da partida contra o Vasco em 2001. O Gringo também foi protagonista, ao lado de Adriano, do hexacampeonato brasileiro conquistado pelo Flamengo em 2009.
"Eu estou muito feliz de estar aqui com vocês, pela admiração que eu tenho por você, porque eu sou muito fã do exemplo dentro e fora de campo, estou aqui para aplaudir todo mundo que fez a história acontecer", disse o sambista.
Xande de Pilares também explicou o seu processo de saída do Grupo Revelação em 2014. Na avaliação do cantor, a condução de um grupo pode ser determinante para sua união.
"Se você não tiver um bom treinador, um treinador que tenha talento, ele desune o grupo. Se você não tiver um bom dirigente, ele desune o clube. Então, o que aconteceu foi isso, as pessoas que estavam administrando a gente não tiveram talento, quer dizer, ganharam um carro e não sabiam dirigir o carro. E aí chegou um momento que estava muito desunido, a história estava desunida", concluiu.
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