José Boto é o diretor técnico de futebol do FlamengoCarlos Elias Junior/Arquivo O Dia
"Como estrangeiro, que trabalha no Brasil, mas que já trabalhou em outras ligas, vou dar a minha opinião, embora respeite, como é óbvio, quem fez esses estudos. Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro. Pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo para a Europa muito novos, e os clubes, não tendo a possibilidade de reter esses jogadores de valor, vão ter que jogar com jogadores com menos valia, e isso vai abaixar a qualidade da liga brasileira", disse Boto.
Entenda a nova decisão
Na reunião, as equipes concordaram em promover uma redução gradual do limite. Atualmente, as competições nacionais permitem às equipes relacionar nove estrangeiros por partida. A ideia é reduzir esse número em um atleta por ano, até chegar ao máximo de cinco não brasileiros em cada time por jogo em 2030.
2026 (atual): 9 estrangeiros por time
2027: 8 estrangeiros por time
2028: 7 estrangeiros por time
2029: 6 estrangeiros por time
2030: 5 estrangeiros por time
O Rubro-Negro foi a única equipe do Rio de Janeiro a não aprovar a ideia de diminuição de estrangeiros no país. Além do Flamengo, Bahia e Londrina também foram contra a decisão.
Quantos estrangeiros tem no Flamengo?
Apesar disso, o Rubro-Negro não é a equipe com maior número de estrangeiros no Rio de Janeiro. Vasco e Botafogo lideram atualmente, com 12 jogadores de outros países, enquanto o Fluminense tem o menor número, com nove.
Outras ideias
"Acho que há uma medida que essa, sim, faria todo o sentido, que era a de não limitar as transferências entre clubes brasileiros a um número de jogos, porque isso é algo que não existe em mais nenhuma parte do mundo e isso faz com que o dinheiro saia daquilo que é o ecossistema do futebol brasileiro", concluiu.
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