O Flamengo foi um dos clubes que votou contra a redução do limite de jogadores estrangeiros relacionados para jogos do Brasileirão, regra sugerida pela CBF e aprovada por maioria. Com 10 nascidos fora do país, o Rubro-Negro se vê numa situação em que terá de corrigir a rota de reforços a longo prazo, além de precisar administrar o tempo de contrato de quem já está no elenco atual.
Afinal, haverá a redução gradativa do limite de estrangeiros, que atualmente é de nove que podem estar na súmula das partidas. Para 2027, serão oito, caindo para sete em 2028 e seis em 2029, até chegar a cinco em 2030, o que é visto pela diretoria como um prejuízo na qualidade e valorização de uma futura liga.
No Flamengo, esses 10 estrangeiros não incluem Jorginho, que é ítalo-brasileiro e não entra nessa conta. E apenas os recém-chegados Joaquín Freitas e Anthony Valencia têm contrato até agosto de 2031.
Todos os outros oito se dividem entre o fim de 2027 e 2029, mas com a possibilidade de ainda renovarem. Isso agora depende de como ficará o planejamento rubro-negro com as novas regras, assim como a possibilidade de chegada de novos reforços.
A próxima temporada não chega a ser tão crítica, diante da necessidade de reduzir em dois estrangeiros. Ainda assim, será necessário encontrar interessados para negociar De La Cruz, Saúl e Gonzalo Plata.
O equatoriano já deveria ter sido vendido nesta última janela de transferências, mas o Dínamo de Moscou desistiu da contratação em cima da hora. No caso do uruguaio, a diretoria tentou ao menos emprestá-lo, mas o único interessado foi o Peñarol, que não queria pagar pela negociação.
Já o espanhol mostrou insatisfação com as poucas oportunidades e, se continuar assim, deseja buscar novo clube na próxima temporada. Essas possíveis saídas ou até mesmo outras de jogadores valorizados no mercado, como Carrascal, já resolveriam o problema inicial, inclusive permitindo a chegada de mais um estrangeiro.
E até o fim de 2027, a diretoria terá de tomar uma decisão se renovará os contratos de Rossi e Varela. E essa questão do limite passar a ser de seis nomes em 2028 pode influenciar decisivamente numa decisão pela permanência. Outro ponto importante que pode facilitar o futuro do goleiro é que ele já deu entrada com o pedido para ter a cidadania brasileira e ainda aguarda a burocracia.
Por sua vez, o titular absoluto Arrascaeta tem vínculo até o fim de 2028, quando terá 34 anos. E Pulgar renovou recentemente até dezembro de 2029, quando completará 35 anos.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.