Luiz Eduardo Baptista, o Bap, mostra preocupação com o Flamengo sem atual patrocinador másterReprodução / Flamengo TV
Bap prevê problema financeiro do Flamengo: 'Como pagar pelo Paquetá?'
Presidente do Rubro-Negro mostra preocupação em cumprir compromissos caso haja rescisão de contrato com casa de apostas
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, mostra preocupação com o cenário financeiro em 2027 após decisão do Governo Federal de vetar as bets no Brasil. Ele já busca alternativas para tentar compensar uma provável rescisão com a Betano, caso a Medida Provisória não seja barrada pelo Congresso, mas, ainda assim, prevê dificuldades para o clube pagar seus compromissos, como parcelas da compra de Lucas Paquetá, e até mesmo contratar reforços.
Segundo o entendimento do dirigente, o poderio financeiro do Rubro-Negro corre risco de reduzir. Isso porque a casa de apostas paga R$ 268,5 milhões por temporada, o que será difícil alcançar com outro patrocinador máster. Ele explica que, como haverá muitos clubes no mercado ao mesmo tempo em busca de novos parceiros, a tendência é que os valores reduzam.
"Causa uma apreensão enorme nos contratos que assumimos para o futuro. Como vou pagar a parcela do Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante", afirmou à Flamengo TV.
Quanto o Flamengo tem que pagar por Lucas Paquetá
Para contratar Lucas Paquetá, o Flamengo vai gastar cerca de R$ 315 milhões, segundo o balanço financeiro do clube. Deste total, R$ 71 milhões precisam ser desembolados em janeiro de 2027, com o mesmo valor em outra parcela, em 2028.
E o dinheiro da Betano foi incluído nas contas do Rubro-Negro para quitar essa dívida. Ou seja, agora será necessário encontrar outra alternativa, caso o veto às bets seja definitivo.
Bap projeta cenário preocupante
E diante desse cenário, Bap garante que os investimentos precisarão de redução a partir da próxima temporada. O que inclui contratações, manutenção do elenco, além de outros setores além do futebol, como esportes olímpicos.
"Nós vamos deixar de contratar jogadores e contratar advogados. Nós não temos condições, hoje, de honrar os compromissos que nós assumimos baseados em contratos legais. Eu não tenho condição. Vamos buscar alternativas, novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais", continuou.
O dirigente ainda acredita que o futebol brasileiro perderá a força que conquistou nos últimos anos na Américado Sul devido ao poderia financeiro. E ainda coloca em dúvida os efeitos práticos da decisão do Governo Federal para tentar acabar com o vício e o aumento das dívidas por causa de apostas.
"Na Argentina estão celebrando. Vai haver um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro. E você não vai reduzir o endividamento com essa decisão (de proibir as bets no Brasil). A gente tem certeza absoluta disso", disse.

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