Vasco deseja usar o Maracanã no jogo contra o Boca JuniorDaniel Brasil / Maracanã

O Flamengo se pronunciou sobre a manifestação do Ministério Público do Rio (MPRJ), que recomendou a realização do jogo entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, no Maracanã. Em nota divulgada nesta terça-feira (6), o Rubro-Negro afirmou que vê o movimento da instituição com preocupação e argumentou não caber a ela escolher onde os clubes devem mandar suas partidas.
"Se os órgãos responsáveis atestam tecnicamente as condições para a realização de uma partida, cabe perguntar: com base em qual competência técnica o Ministério Público pretende desconsiderar esses laudos e substituir a avaliação de quem efetivamente responde por essa atribuição?", apontou o clube, ressaltando que respeita o papel constitucional do MPRJ, mas entende que "o respeito às instituições passa também pelo respeito aos limites e às atribuições de cada uma delas".
O comunicado foi publicado horas depois do MPRJ recomendar ao Consórcio Fla-Flu Serviços S.A., o administrador do Maracanã, que o embate entre Vasco e Boca Juniors aconteça no local. Os motivos apresentados pela instituição são a importância do jogo, segurança pública e conservação do gramado.
O Gigante da Colina teve duas tentativas negadas de mandar o jogo no Maracanã. Na primeira, tentou dialogar diretamente com a dupla Fla-Flu. Depois, foi para a Justiça, inicialmente sem sucesso. O clube carioca precisa avisar à Conmebol qual será o palco da decisão até sexta-feira (10). O duelo está marcado para o dia 20 de outubro, enquanto a ida acontecerá na próxima terça-feira (13).
O estádio do Cruz-Maltino, São Januário, não possui a capacidade de público exigida pela entidade sul-americana para esta fase do torneio. Já o Flamengo argumenta que se o rival utilizar o local, o gramado ficará ainda mais prejudicado.

Confira a nota do Flamengo na íntegra

O Clube de Regatas do Flamengo vê com preocupação a tentativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro de interferir na definição do local de realização de partidas de futebol. O Flamengo reconhece e respeita o papel constitucional do Ministério Público, mas entende que o respeito às instituições passa também pelo respeito aos limites e às atribuições de cada uma delas.
Se os órgãos responsáveis atestam tecnicamente as condições para a realização de uma partida, cabe perguntar: com base em qual competência técnica o Ministério Público pretende desconsiderar esses laudos e substituir a avaliação de quem efetivamente responde por essa atribuição?
Não cabe ao Ministério Público escolher onde os clubes devem mandar seus jogos. Se existem elementos técnicos que invalidem os laudos apresentados, que sejam demonstrados objetivamente.
O Flamengo defenderá sempre a segurança, o cumprimento das regras e o respeito às competências institucionais.