Leonardo Jardim, técnico do FlamengoGilvan de Souza / Flamengo
Jardim afirma que juiz acertou ao não expulsar Pulgar: 'Foi muito bem'
Além disso, na avaliação do treinador rubro-negro, jogadores do Fluminense têm 'energia a mais' quando enfrentam o rival
O técnico Leonardo Jardim, do Flamengo, avaliou que a polêmica entrada de Pulgar no joelho de Castillo, na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense neste domingo (11), pelo Campeonato Brasileiro, não foi para cartão vermelho. Em coletiva de imprensa, o treinador ainda opinou que os jogadores do Fluminense possuem uma "energia a mais" nas partidas contra o rival e destacou como é necessário, para o time, equiparar a parte emocional nos clássicos.
Para exemplificar o motivo de ter achado a decisão do juiz Rafael Klein de não expulsar Pulgar correta, Jardim chamou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação do clube, com o objetivo de fazer uma simulação do lance.
"Uma coisa sou eu entrar no joelho do outro, isto é falta para cartão vermelho, seja por trás ou pelo lado. Outra coisa é disputar a bola e o pé pegar no adversário. Foi o que aconteceu com o Pulgar. As pessoas veem muita maldade e querem expulsão. Uma coisa é o jogador de costas e você dar um pisão. O árbitro foi muito bem", disse.
O técnico também comentou sobre a parte anímica do clássico. "No primeiro jogo que eu cheguei aqui, há quatro dias da final do Carioca, tinha revisto alguns jogos do Fla-Flu do ano anterior. Eu disse aos nossos jogadores que para jogar um Fla-Flu, tínhamos que equiparar o jogo na atitude e no empenho. Se equipararmos, depois com certeza nossas virtudes e qualidades podem fazer a diferença. Se não equipararmos na intensidade e nos duelos, podemos ser melhores, ou ter melhores jogadores, mas isso a seguir não vai funcionar. Por isso, os jogadores perceberam isso", disse.
Jardim ressaltou a importância dos aspectos táticos e técnicos, mas enfatizou a necessidade de equilibrar a vontade dos atletas. "Estes jogadores do Fluminense, não só hoje, não foi só esta temporada, mesmo o ano passado eu vi, são jogadores quando jogam com o Flamengo... É um clássico e eles têm sempre aquela energia a mais para os duelos, para os confrontos, e a gente tinha que equiparar. E isso eu acho que não é do plano tático, mas é do plano emocional."
Pedro ouviu vaias de parte da torcida ao ser substituído, aos 20 minutos do segundo tempo. Jardim avaliou que esse tipo de cobrança é normal no futebol.
"Quando faz gols ou é mais eficaz, a torcida xinga o treinador: 'Por que tirou?'. Quando é menos eficaz, a torcida xinga o jogador porque ele não foi eficaz. O meu papel como treinador é blindar o jogador, saber que eu tenho outros papéis sem ser a finalização, o gol, principalmente na fase de construção. Com certeza é um momento. Se há uma característica no Pedro, além da construção, é a capacidade de finalização. Só que a bola não está entrando. Continuar trabalhando, que com certeza, daqui a um ou dois jogos, a bola entra e está tudo resolvido."
O Flamengo volta a campo para enfrentar o Estudiantes na próxima quinta-feira (15), às 21h30, no estádio UNO, em La Plata, Argentina, pela ida da semifinal da Copa Libertadores.

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