Pedro perdeu duas boas chances de marcar no Fla-FluGilvan de Souza/Flamengo

Pedro está em seu pior momento desde que Leonardo Jardim assumiu o Flamengo. Apesar de convocado para a seleção brasileira para os últimos amistosos, o centroavante só marcou um gol nas últimas oito partidas pelo Rubro-Negro, apesar das chances que teve, como a cara a cara com Fábio, na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense.
O desempenho atual é parecido com o do início da temporada ainda sob o comando de Filipe Luís, quando marcou duas vezes nas 10 primeiras partidas. A diferença é que agora teve mais tempo em campo, à exceção dos confrontos contra o Independiente del Valle (Equador), pela Libertadores, quando foi reserva de Bruno Henrique e entrou no fim da ida e não saiu do banco na volta.
"A situação do Pedro é a de qualquer atacante em qualquer campeonato. Quando faz gols, é o mais efetivo no jogo. A palavra correta é mais eficaz, a torcida chega para o treinador, 'por que que tirou?'. Quando ele é menos eficaz, a torcida xinga o jogador. E o meu papel, como treinador, é blindar o jogador, sabendo que ele tem outros papéis sem ser a finalização, sem ser o gol, principalmente na fase de construção", avaliou Leonardo Jardim.
O técnico, entretanto, mantém a confiança na recuperação de seu camisa 9, que é o artilheiro da equipe na temporada com 25 gols:
"Só que a bola não está não está entrando. Agora é continuar a trabalhar que com certeza daqui a um jogo ou dois já estaremos falando de forma diferente, a bola entra e está tudo resolvido".
Curiosamente, o gol mais recente de Pedro foi justamente no jogo em que ele reclamou com Leonardo Jardim de ser substituído. A atitude na vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino gerou insatisfação no elenco do Flamengo.
Mas o técnico não se mostrou tão incomodado, tanto que seguiu o escalando. Mas contra o Estudiantes, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores, na Argentina, o ataque pode ter uma novidade.
Bruno Henrique tem boa chance de começar jogando no lugar de Pedro, mas não por causa da fase pouco artilheira do camisa 9. A opção deve ser tática, assim como aconteceu nas quartas de final.
"Se eu acredito que terei maior posse de bola, utilizo mais o Pedro. Se for mais de transição no início do jogo, é Bruno Henrique. Normalmente como Libertadores é pegada, Bruno Henrique tem mais pegada e também ajuda em bolas paradas. Mas os dois jogam ambas as competições. Também temos o Freitas, um menino de muita qualidade e com mobilidade", explicou Leonardo Jardim.