Equipe do Fluminense antes do jogo pelo Brasileirão Feminino, neste domingo (26)Marina Garcia / Fluminense
"Durante o primeiro tempo, um torcedor proferiu ofensas racistas e homofóbicas à atleta Keké. Um episódio que nunca deveria acontecer", destaca o comunicado. O episódio aconteceu aos 21 minutos do primeiro tempo.
Após reclamações das jogadoras, a árbitra Adriana Costa Farias ativou o protocolo antirracista. O jogo foi interrompido e o torcedor, identificado por policiais e conduzido a uma delegacia da região.
O Tricolor reforçou sua responsabilidade com a proteção e o respeito de todas as suas jogadoras. "O clube seguirá atento aos desdobramentos do caso e espera que o responsável pelas ofensas seja devidamente punido, nos termos da lei. O clube reafirma seu compromisso em combater qualquer tipo de preconceito. Atitudes como essa são inaceitáveis no futebol e na sociedade", conclui a nota.
'É doloroso'
"Quem já passou por isso sabe o quanto é doloroso, mas seguirei firme e sempre lutando por essa causa que é de todos nós! Espero que as autoridades tomem as devidas providências sobre esse ocorrido, é muito triste ainda ter que lidar com esse tipo de coisa nos dias atuais, enquanto eu estava apenas fazendo o meu trabalho que é o que eu mais amo", disse a atacante.
A reportagem tenta contato com as polícias Militar e Civil de Mato Grosso para mais detalhes do ocorrido.
Depois do acionamento do protocolo antirracismo e a retirada do torcedor do estádio, o Fluminense venceu o jogo por 2 a 0, com gols da própria Keké e Lelê. O time está na sexta posição do torneio, com 14 pontos.



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