Pedro Scudieri, torcedor do FluminenseReprodução
Julgamento de agressão a torcedor do Fluminense volta a ser adiado
Pedro Scudieri, vítima de episódio apelidado como 'caso Scudi', foi atacado por membros de uma torcida organizada do Vasco em 2017
O desfecho do "caso Scudi", referente à agressão do torcedor do Fluminense Pedro Scudieri, foi adiado mais uma vez. Ocorrido em 2017, quando integrantes de uma torcida organizada do Vasco atacaram o jovem tricolor, o episódio teve reabertura no julgamento marcada para esta terça-feira (15). No entanto, devido à ausência das testemunhas da defesa, a audiência foi transferida para novembro, segundo o "ge".
A situação que resultou na agressão a Pedro Scudieri aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2017. Após um clássico entre Fluminense e Vasco, ele estava em um ponto de ônibus quando, de acordo com a denúncia do Ministério Público, torcedores organizados do rival tentaram interceptar carros e, sem sucesso, o agrediram. Três deles foram presos pela Polícia Civil, sob acusação de tentativa de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa e forma cruel). Depois, responderam em liberdade.
Em julgamento posterior, os três acusados foram absolvidos sob alegação de "insuficiência de provas". Posteriormente, em 2021, a Justiça determinou que o processo recomeçasse do zero. Desde então, a 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio estipulou duas novas datas para o julgamento — 16 de julho e 15 de setembro —, mas nenhuma delas foi atendida.
Os advogados de defesa dos torcedores acusados do Vasco tentou entrar com recurso em 2023, pedindo que a decisão do Júri anterior — que optou pela absolvição — fosse mantida. Porém, o Superior Tribunal de Justiça recusou o pedido, pois relatou que o julgamento inicial não havia contado com a presença de representantes de Pedro Scudieri.
Em 2024, o Tribunal de Justiça do Rio confirmou a anulação do Júri que absolveu os três vascaínos, determinando por consequência que o julgamento fosse reiniciado. Com isso, os torcedores Diego Augusto Carvalho Ribeiro, Diogo Gabriel de Souza e João Victor Correia Giffoni Hygino foram intimados a responder novamente por agressão. Vale lembrar que um quarto homem, acusado, está foragido.



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