Sob o comando de Diniz, o Vasco terá o Volta Redonda pela frente nas quartas de final do Campeonato CariocaDikran Sahagian / Vasco

Rio - Técnico do Vasco, Fernando Diniz explicou a opção por escalar força máxima na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, neste domingo (8), em São Januário, pelo Campeonato Carioca. Sob forte chuva, o gramado alagou e ficou pesado, dificultando o clássico. Mesmo assim, o treinador reforçou que a tendência é que todos estejam à disposição para o próximo compromisso do Cruz-Maltino.
"O planejamento foi para um jogo importante. Colocamos o time mais forte para vencer o jogo. É um time que tem saúde para jogar hoje e contra o Bahia. Se estivesse definido ontem (os confrontos), entraríamos diferente. Para o cenário de hoje, foi a estratégia mais acertada. Eu queria vencer. A equipe se adaptou rápido ao campo e fez o necessário para vencer", iniciou o comandante, em entrevista coletiva.

"O cuidado com a parte física temos sempre. No ano passado, mexemos pouco no time e tivemos pouquíssimas lesões. Precisávamos vencer, por causa do ambiente, que fica melhor, da torcida e o respeito ao campeonato também. Terminamos em segundo, vamos jogar em São Januário. Vou ver com calma como os jogadores vão chegar para decidir a melhor estratégia de quem vai iniciar a partida. A tendência é que estejam à disposição", completou.
Classificado, o Vasco enfrentará o Volta Redonda nas quartas de final do Campeonato Carioca. Antes, o Cruz-Maltino terá o Bahia pela frente, quarta-feira (11), às 21h30 (de Brasília), em São Januário, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Outras respostas de Diniz

. Reforços: "Acredito que é o jeito que o Vasco tem que ser. Conseguimos ser criativos na janela. Foi muito similar ao que fizemos no meio do ano passado. Conseguimos fazer boas contratações de acordo com o orçamento que o Vasco tem. A disputa é extremamente saudável. Não é questão de fazer sombra, o time precisa de jogadores qualificados para momentos de troca, recuperações, necessidades... Precisamos de jogadores à altura dos que estão jogando. O jogador tem que se sentir pressionado sempre. Ter outro bom jogador na sua posição faz você crescer. Isso não é ruim para ninguém, um puxa o outro. A gente precisava disso".
. Posição de Coutinho: "O Coutinho joga onde é melhor para o time em determinados momentos. A gente conseguiu empurrar bastante a Chapecoense para trás, então favoreceu para ele ficar mais perto do gol. E sempre que puder eu quero ele perto do gol. Em algumas situações, em que o jogo está muito travado, ele acaba descendo um pouco para ajudar na liberação do jogo".
. Atuação de Brenner: "Contra a Chapecoense, tem um aspecto para a gente olhar no lado negativo, que é o número de chances perdidas por ele, e o lado positivo, jogador artilheiro como o Brenner sempre está em situações de fazer gol. As chances que ele perdeu, nem ele sabe explicar. Foram gols muito fáceis que ele costuma fazer, como o de hoje por exemplo. Podia ter perdido, mas não é normal. Ele estava tranquilo, eu também estava tranquilo em relação a ele. É um jogador muito afeito ao gol, costumo falar que ele tem o carisma do gol. Ele é um cara que faz gol desde as categorias de base, acredito que ele vai dar muita alegria para a torcida vascaína".
. Críticas a Brenner: "É importante a gente ter calma. A torcida repercute muito aquilo que o trabalho de vocês (imprensa) acaba favorecendo ou não. Acaba colocando muita gasolina no fogo sem necessidade. Eu acompanho quase nada, mas a gente sente pelo teor das perguntas. O papel de vocês é muito importante, porque os jogadores têm que ter personalidade, coragem... Mas a gente não precisa criar um ambiente bélico só por entretenimento, para vender mais, ganhar like, em detrimento de uma coisa maior. Coisa maior em termos de ter respeito pelas coisas".

"Ele (Brenner) foi determinando hoje porque fez o gol e perdeu o pênalti. No último jogo ele perdeu chances claras. Alguns sucumbem a isso, e não é porque é frágil, e sim porque as condições que criamos de pressão super exagerada. E privamos um jogador de ter uma carreira promissora. Acontece com muita gente, principalmente os jovens. Temos que olhar o ambiente interno e olhar o jogador como uma pessoa. A torcida faz o papel dela e está tudo certo. A torcida do Vasco é diferente. Hoje, na chuva, apoiaram do começo ao fim".
. Puma Rodríguez x Paulo Henrique: "Em relação ao planejamento, não mudou nada com hoje. Vamos seguir o que estávamos imaginando. É muito bom ter o Paulo Henrique de volta. Sabemos do potencial que ele tem. Quando cheguei, ele estava na Seleção. E é importante o Puma estar vivendo esse momento, um jogador importante em várias fases do jogo. É um privilégio contar com dois jogadores de seleção, um da uruguaia e um da brasileira".
. Alan Saldivia: "Eu tinha indicado o Saldivia já no Fluminense. No ano passado tentamos trazê-lo também na janela do meio do ano. É um jogador que eu tinha de fato uma expectativa muito positiva. Acompanhei muito jogo do Saldivia pelo Colo Colo, jogos difíceis de Libertadores. Jogador muito forte no duelo, muito rápido, jogador viril. É um jogador falante, que tem uma boa liderança. Tenho uma expectativa muito positiva para o Saldivia, assim como eu tinha na contratação do Cuesta". 
. Marino Hinestroza: "Acho que ele tem uma certa ansiedade até pelo perfil dele, é um jogador muito elétrico, muito incisivo, que gosta muito dos enfrentamos. Normal o que está acontecendo, eu acredito que é questão de tempo para ele se sentir mais bem acomodado e conseguir construir aquilo que ele pode".
. Cuiabano e Spinelli: "Cuiabano e Spinelli devem ter condição de jogo. Cuiabano já treinou um pouco mais. Mas, precisamos ter cuidado com esses jogadores. Assim como tivemos com Brenner, Rojas, Marino... Será bom poder contar com eles, mas veremos isso na terça-feira. O Cuiabano acho que está ok em termos de documentação. O Spinelli, não sei se teremos tempo hábil".