Marcos Lamacchia será o novo dono de 90% das ações do VascoReprodução de vídeo/ redes sociais
Vasco convoca sócios para votarem venda da SAF a Lamacchia
Cruz-Maltino entra na reta final para oficializar novo dono de 90% das ações do futebol; Assembleia Geral Extraordinária terá modelo híbrido
O Vasco definiu a sexta-feira, 23 de outubro, como a data para os seus sócios votarem pela aprovação ou não da venda da SAF ao grupo de Marcos Lamacchia, a Almirante Participações S/A. O clube divulgou o edital de convocação neste domingo (11).
Além de definirem sobre a troca de dono, os vascaínos também terão que dizer se concordam com a mudança do Estatuto Social para reduzir a participação mínima do clube associativo na SAF de 20% para 10%.
São necessárias essas duas aprovações para a negociação de venda de 90% das ações ser concluída. Essas duas questões já passaram pelo Conselho Deliberativo do Cruz-Maltino e a tendência é que o "sim" seja conquistado sem dificuldades.
Ao todo, 7.195 sócios estão aptos a participar da Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá das 10h às 20h. A votação será de maneira híbrida, com a possibilidade de participação presencial na Sede Náutica, na Lagoa Rodrigo de Freitas, ou online.
O que falta para a venda da SAF do Vasco
A aprovação dos sócios do Vasco é o último passo para que a negociação entre clubes e Marcos Lamacchia seja concretizada. Entretanto, ainda há uma outra questão importante para que todo o processo termine, que é a aprovação da agência de Fair play Financeiro da CBF.
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) apura se há um possível conflito de interesses, já que Marcos Lamacchia é enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. O Flamengo é um forte crítico a essa relação.
O acordo com o novo investidor
O contrato com a Almirante Participações prevê investimento mínimo de R$ 500 milhões para o futebol até 2030. Além disso, entre as obrigações do novo dono da SAF vascaína estão R$ 150 milhões para infraestrutura do CT e da base, pagar um aluguel anual de R$ 3 milhões ao clube social pelo uso de São Januário, assim como as obrigações tributárias.
Há também no acordo a obrigação de Lamacchia cobrir possíveis débitos da operação do futebol, inclusive para o pagamento de dívidas estipuladas na Recuperação Judicial.
"Ele (Lamacchia), em tão pouco tempo, tem um apreço, um desejo de ver o Vasco no seu devido lugar. Converso bastante e falo que a gente nunca vai prometer títulos, porque o futebol tem muitas coisas que são incontroláveis. Mas é, para mim, uma realização, porque acho que era o compromisso mais difícil, até mais do que construir o estádio. Era o compromisso de não causar mais dívidas e pagar as dívidas", disse o presidente do Vasco, Pedrinho, após a aprovação do Conselho Deliberativo.

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