Monumento do Cristo Redentor é o cartão-postal mais famoso da cidade, uma referência da fé popular Foto Internet/Divulgação

Erguendo-se com soberania como o principal ponto de convergência do Noroeste do Rio de Janeiro, Itaperuna, com 1.106,694 quilômetros quadrados (km²) de extensão territorial e 107.297 habitantes, tem potencial de "capital regional". O município se consolida como polo de serviços, potência do agronegócio e nova promessa no mapa do turismo estadual.
Situada estrategicamente a cerca de 300 quilômetros de distância da capital fluminense, a cidade exerce influência direta sobre os municípios vizinhos, estendendo seus laços comerciais e sociais até as divisas com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O protagonismo geográfico é privilegiado, marcado por uma densidade demográfica em constante evolução.

Os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consolidam Itaperuna como o maior e mais populoso núcleo urbano de toda a sua região, tendo definido na sólida estrutura da área urbana o dinamismo que move a economia local e gera o maior volume de empregos na atualidade, formatando uma realidade sustentada pela força do setor de comércio e serviços.

O comércio itaperunense faz a diferença no contexto regional, sendo reconhecido como o mais pujante do Noroeste: uma ampla rede atende diariamente a milhares de consumidores fluminenses, mineiros e capixabas. Porém, o município também já brilhou no auge de uma produção que hoje tem em Porciúncula e Varre-Sai as principais expressões na região: o café.

Marcas da cafeicultura

O histórico regional ressalta que, no passado, a riqueza local foi inteiramente financiada pelos tempos áureos da cafeicultura, robustecida pelo solo produtor de Itaperuna, colocando a cidade como a maior produtora nacional na década de 1920. Contudo, a diversificação produtiva ganhou amplitude.

Os efeitos da transformação sustentam Itaperuna em um ranking ascendente, ao ponto de o município estar prosperando também na condição de um vigoroso polo de saúde e educação superior, abrigando importantes centros universitários e unidades hospitalares.

No rastro desse avanço, fluem postos de trabalho qualificados, com a indústria também desempenhando papel relevante na cadeia produtiva, fortemente amparada pelos setores têxtil, moveleiro e de alimentos. Apesar do forte apelo urbano e de serviços, as raízes rurais de Itaperuna continuam a registrar marcas históricas de grande relevância no cenário estadual.

No Mapa do Turismo

Nesse cenário, a agropecuária se mantém como um dos pilares de sustentação econômica da região. A produção de leite e a pecuária de corte se destacam pela expressiva produtividade, alimentando indústrias de laticínios e cooperativas locais. Ainda que não mais na proporção de outrora, o cultivo do café mantém sua relevância técnica na agricultura, dividindo espaço com a forte presença da agricultura familiar.

Ressalta-se ainda a produção de outros grãos, como arroz e milho, e o plantio de hortifrúti, que garantem a segurança alimentar e o emprego no campo. Fechando o perfil de elevação, o potencial turístico realça o vetor de crescimento que acaba de integrar Itaperuna à categoria mais alta do Mapa do Turismo Brasileiro, por iniciativa do Ministério do Turismo.
O cartão-postal mais famoso da cidade é o monumento do Cristo Redentor, uma estátua de 20 metros de altura inaugurada em 1966. A preciosidade cristã funciona como referência da fé popular, somando-se a ela o valor arquitetônico e religioso da Igreja Matriz São José do Avahy e a preservação da memória ferroviária local, que abrem caminhos para o turismo cultural e histórico.