Operação da PF mira fraude em registros de CACs e chega a Macaé
Ação cumpre 46 mandados no Rio e no Espírito Santo e investiga documentos falsos usados para obtenção de registros
Polícia Federal deflagra Operação Polaridade para investigar suspeitas de fraude em registros de atiradores, caçadores e colecionadores - Foto: Divulgação
Polícia Federal deflagra Operação Polaridade para investigar suspeitas de fraude em registros de atiradores, caçadores e colecionadoresFoto: Divulgação
Macaé - Uma investigação sobre possíveis fraudes na obtenção de registros para atiradores, caçadores e colecionadores de armas chega a Macaé nesta sexta-feira (4). A Polícia Federal deflagrou a Operação Polaridade e cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Macaé está entre os municípios incluídos na ofensiva.
A operação mira um esquema que, segundo a PF, pode ter envolvido irregularidades na análise de documentos apresentados em processos administrativos relacionados aos registros de CACs. A suspeita é de que documentos falsos, repetidos ou incompatíveis com as exigências tenham sido utilizados para viabilizar a aprovação dos pedidos.
Além de Macaé, as diligências alcançam, no Estado do Rio, a capital, Niterói, Duque de Caxias, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral. No Espírito Santo, a operação também realiza medidas judiciais em Vila Velha.
Polícia Federal deflagra Operação Polaridade para investigar suspeitas de fraude em registros de atiradores, caçadores e colecionadoresFoto: Divulgação
Até o momento, a Polícia Federal não informou quantos mandados são cumpridos especificamente em Macaé nem confirmou quantas prisões ou buscas ocorreram no município. Como a operação permanece em andamento, novos detalhes podem ser divulgados ao longo do dia.
A investigação identificou, entre os materiais analisados pelos policiais, documentos que apresentariam inconsistências. Entre eles estão comprovantes de residência com indícios de falsificação, documentos repetidos entre diferentes requerentes e certificados técnicos considerados irregulares.
Também foram encontrados documentos relacionados a armas de fogo de uso restrito, elemento que ampliou a atenção dos investigadores sobre a possível dimensão do esquema.
Um dos pontos centrais da apuração está na atuação de um prestador de serviço terceirizado responsável pela análise de documentos em Niterói. Conforme a investigação, ele teria aprovado registros mesmo diante da ausência de documentos exigidos ou de informações consideradas falsas ou incompatíveis.
A Polícia Federal agora busca identificar outras pessoas que possam ter participado das irregularidades, além de esclarecer como os registros foram obtidos e qual era a participação de cada investigado.
A apuração também encontrou documentos que, segundo a PF, teriam relação com armas apreendidas em uma operação policial anterior. A corporação ainda não informou qual foi essa operação nem detalhou quais armamentos estão relacionados ao material localizado durante as investigações.
O caso levanta uma questão central para os investigadores: saber se a documentação irregular foi utilizada apenas para obter os registros ou se fazia parte de uma estrutura mais ampla destinada a facilitar o acesso a armas de fogo.
A Operação Polaridade é resultado de uma investigação que busca justamente reconstruir esse caminho, desde a apresentação dos documentos até a eventual aprovação dos registros. A análise do material apreendido deverá ajudar a Polícia Federal a dimensionar a extensão das suspeitas e identificar possíveis conexões entre os envolvidos.
Em Macaé, o balanço específico das diligências ainda não foi divulgado. A expectativa é que a Polícia Federal apresente novas informações após a conclusão das medidas judiciais, com detalhes sobre prisões, apreensões e o material recolhido nos municípios alcançados pela operação.
Os investigados responderão às acusações dentro do processo e terão direito à defesa. As responsabilidades individuais ainda serão definidas no curso da investigação e pelas autoridades competentes.
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