Operação conjunta entre a Polícia Civil e o 32º BPM resultou na prisão de suspeito investigado por extorsão e milícia privada no Parque AeroportoFoto: Divulgação

Macaé - Motoristas que trabalhavam com transporte de passageiros no Parque Aeroporto teriam encontrado um obstáculo que ia muito além das condições das ruas ou da rotina de trabalho: a exigência de autorização de um grupo criminoso para poder circular e atuar na região. A investigação da Polícia Civil aponta que o esquema envolvia ameaças e cobranças e levou à prisão de um homem apontado como responsável por administrar a estrutura.
A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (4), em uma ação conjunta entre policiais civis da 123ª DP e agentes do 32º BPM. O suspeito, identificado pelas iniciais W.E.C., tinha contra ele um mandado de prisão temporária pelos crimes de extorsão e milícia privada.
Segundo as investigações, integrantes do grupo abordavam motoristas que realizavam transporte de passageiros no Parque Aeroporto. Eles exigiam uma espécie de autorização para que os profissionais pudessem continuar trabalhando na área e determinavam cobranças para permitir a atividade.
As abordagens, conforme a apuração policial, eram acompanhadas de ameaças e intimidações. A prática teria criado um ambiente de pressão sobre trabalhadores que exerciam uma atividade considerada lícita.
O homem preso nesta sexta-feira foi apontado pela investigação como responsável pela administração do grupo e pela determinação das cobranças feitas aos motoristas.
O cumprimento do mandado ocorreu na RJ-168, na região do Parque Aeroporto. A operação foi coordenada pela equipe da 123ª DP, com apoio do 32º BPM, após a unidade reunir elementos obtidos durante a investigação e representar pela prisão dos envolvidos.
A ação faz parte do trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Civil para identificar a estrutura e o funcionamento do grupo. A investigação busca responsabilizar pessoas suspeitas de utilizar ameaças e intimidação para interferir no exercício de atividades profissionais.
A prisão reforça a atuação integrada entre as forças de segurança no combate a grupos que tentam impor regras próprias e controlar atividades econômicas em determinadas áreas do município.
A Polícia Civil orienta que informações sobre crimes e atividades suspeitas podem ser encaminhadas pelo WhatsApp da 123ª DP, pelo número (22) 98831-8043. O sigilo é garantido.