Antigo Hotel Imbetiba está no centro das discussões sobre a criação de um novo espaço de cultura, ciência e tecnologiaFoto: Divulgação
Antigo Hotel Imbetiba pode ganhar novo destino em Macaé
Município inicia projeto conceitual para transformar espaço em equipamento ligado à cultura, ciência, tecnologia e à história do mar
Macaé - O que hoje representa uma parte da memória de Macaé pode ganhar uma nova função e voltar a ocupar um lugar de destaque na vida da cidade. O antigo Hotel Imbetiba, desapropriado pelo município, entrou em uma nova etapa de discussão sobre seu futuro. A proposta é transformar o imóvel em um espaço capaz de reunir cultura, ciência, tecnologia, conhecimento e a relação histórica da cidade com o mar.
A definição do que será implantado no local ainda está em fase de construção. Uma reunião no Centro Integrado de Administração da Saúde reuniu representantes de diferentes áreas do governo para discutir possibilidades de ocupação e estabelecer o próximo passo: a elaboração de um projeto conceitual para o imóvel.
A ideia é aproveitar a dimensão e a localização estratégica da estrutura para criar um equipamento de uso diversificado, com atrações que possam dialogar com diferentes públicos. Entre as possibilidades apresentadas está a criação de um espaço dedicado à relação de Macaé com o mar, levando em conta a história da pesca e a importância da atividade offshore para o desenvolvimento econômico do município.
Outra frente discutida envolve a criação de ambientes voltados à cultura, leitura, ciência e tecnologia. O objetivo é que o antigo hotel deixe de ser apenas uma estrutura ligada ao passado e passe a funcionar como um espaço de encontro entre memória e futuro.
A participação de universidades e da Petrobras também foi apontada como estratégica para ampliar o potencial do projeto. A proposta é aproximar conhecimento, pesquisa, cultura e a vocação econômica de Macaé, criando conexões que possam aumentar a atratividade do futuro equipamento.
O vice-prefeito Dr. Fabiano destacou o potencial da área e defendeu uma ocupação capaz de aproximar conhecimento e população.
“É um espaço muito grande e com enorme potencial. Precisamos aproveitar essa estrutura para unir ciência, cultura e conhecimento, com ambientes de leitura e outras atividades que possam atender e atrair a população”, afirmou.
A discussão também considera uma demanda apresentada pela própria comunidade, segundo o município, pela preservação e utilização do espaço. O prefeito Welberth Rezende defendeu que a elaboração do projeto avance com rapidez e estabeleceu como meta entregar o novo equipamento em até dois anos.
“A repercussão da desapropriação mostrou o quanto esse espaço é importante para a população. Agora, não podemos perder tempo. Queremos unir história, cultura, ciência e tecnologia para projetar Macaé para o futuro e entregar esse equipamento em até dois anos”, afirmou.
O próximo passo será justamente transformar as ideias debatidas em um projeto conceitual, que deverá definir com mais precisão os usos e a estrutura que poderão ser implantados no antigo hotel.
A reunião contou com a participação de representantes das secretarias de Educação, Governo, Infraestrutura, Cultura e Ciência, Tecnologia e Inovação, além da direção da FeMASS, da chefia de Gabinete, da Secretaria Executiva de Obras e da Comunicação.
Cultura no horizonte - Durante o encontro, também entrou na pauta o projeto do Cineclube de Macaé. A iniciativa faz parte das ações voltadas à ampliação dos espaços culturais e ao fortalecimento da produção audiovisual no município.
Ainda sem um projeto definitivo para o antigo Hotel Imbetiba, a discussão abre uma possibilidade que vai além da recuperação de uma estrutura física. A intenção apresentada é fazer do endereço um ponto de conexão entre aquilo que Macaé foi, o que a cidade produz hoje e o que pretende construir para os próximos anos.
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