Trabalhadores da manutenção e montagem industrial mantêm greve na Bacia de Campos após audiência no TRTFoto: Reprodução da Internet
Com a decisão, a mobilização permanece enquanto trabalhadores e empresas tentam chegar a um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho. A próxima movimentação será dos próprios trabalhadores, que vão avaliar em assembleia uma nova proposta apresentada durante as negociações.
O gestor jurídico do SINTPICC, Leonardo Lessa, orientou a categoria a manter a paralisação dentro dos limites previstos em lei.
“A greve está mantida e temos que mantê-la da maneira que está, respeitando os limites da lei, tratando com zelo todos os colegas e mantendo nossa mobilização, que é o mais importante”, afirmou.
Nova proposta será votada pelos trabalhadores
Durante a audiência, o setor patronal manteve a proposta de 6,5% de reajuste nos pisos salariais. A novidade foi a apresentação de um vale-alimentação de R$ 850.
Segundo o SINTPICC, o valor foi discutido nas tratativas com a intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT), que teria sugerido a quantia como alternativa para tentar aproximar as partes.
A proposta será levada para uma Assembleia Geral Extraordinária na segunda-feira, 28. O sindicato informou que o edital será preparado nesta quinta-feira, 24, com publicação prevista para sexta-feira, 25. O horário ainda será divulgado.
Até a votação, a greve permanece mantida.
A greve começou em 18 de setembro e, segundo o SINTPICC, alcançou cerca de 30 unidades offshore da Bacia de Campos. Também houve adesões no Terminal de Cabiúnas e no Parque de Tubos, em Macaé.
A mobilização reúne trabalhadores de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de profissionais embarcados.
Entre as reivindicações estão reajuste de 15% nos pisos, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500. A proposta patronal inclui reajuste de 6,5%, ticket-alimentação de R$ 850, cesta básica de R$ 786,01 e cesta natalina de R$ 120.
A categoria também reivindica escala 14 por 21, retirada da coparticipação do plano de saúde, manutenção da cesta básica por seis meses durante afastamentos e mudanças nas regras dos dias de dobra.
Uma nova audiência de conciliação está marcada para terça-feira, 29, no TRT-1. O resultado da assembleia de segunda-feira deverá entrar nas próximas negociações.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.