Texto trata das emoções de um homem em transformação psicossocial ora operário, ora soldado, ora caranguejo - Divulgação / Elisa Mendes
Texto trata das emoções de um homem em transformação psicossocial ora operário, ora soldado, ora caranguejoDivulgação / Elisa Mendes
Por O Dia
Nosso personagem é um homem, um caranguejo, um soldado ou um operário? Essa é a provocação que o espetáculo "Caranguejo Overdrive" leva para o Teatro Popular Oscar Niemeyer nos dias 18 e 19, terça e quarta-feira, às 20h. Com referências às obras de Chico Science e Josué de Castro, o texto de Pedro Kosovski e a direção de Marco André Nunes evocam na peça o momento presente, mesmo ambientada no ano de 1870, ao aludir às recentes obras urbanísticas ocorridas no Rio de Janeiro e às inúmeras remoções que dela decorreram.
Classificação indicativa é 16 anos e a entrada custa apenas a doação de um quilo de alimento não perecível. O Teatro Popular Oscar Niemeyer fica na Avenida Jornalista Rogério Coelho Neto s/nº, atrás do terminal rodoviário no Centro, e possui 253 assentos, cuja distribuição de senhas acontecerá no dia do espetáculo, a partir das 13h, por ordem de chegada. Para mais informações, o telefone é 2620-6101.
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"Caranguejo Overdrive" conta a história de Cosme, ex-catador de caranguejos no mangue carioca da metade do século XIX. Convocado para integrar as forças brasileiras na Guerra do Paraguai, ele sofre um colapso nervoso no campo de batalha, é dispensado e volta ao Rio de janeiro cinco anos depois, encontrando uma cidade sofrendo grandes transformações urbanísticas - uma cidade, para ele, irreconhecível e com sabor de exílio.
Cosme então se refugia na região do Mangue – a parte da cidade então chamada Rocio Pequeno, hoje a Praça 11 - e se emprega na construção do famoso Canal que representou a primeira grande obra de saneamento do Rio. Depois de uma nova crise, abandona tudo, vaga pela noite e mergulha no delírio. Apanhado por uma tempestade, dessas tão conhecidas dos cariocas, torna-se enfim um caranguejo.
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No elenco estão Carolina Virguez, Alex Nader, Eduardo Speroni, Matheus Macena e Fellipe Marques, além dos músicos em cena: Felipe Storino, Maurício Chiari e Pedro Leal.