
“Os varredores da companhia de limpeza passaram por um curso que também incluiu pescadores e mostrou o que deve ser feito quando ocorrem desovas em locais incomuns. Por isso, assim que encontraram a tartaruga fazendo o ninho, as ações foram tomadas para garantir que ninguém tocasse ou destruísse os ovos e os especialistas foram acionados”, explicou Daiane Stein, coordenadora de Operações da CLIN.
Biólogos da Prefeitura e do projeto que acompanharam as primeiras horas do animal na restinga de Itacoatiara confirmaram que as tartarugas desta espécie não costumam desovar nessa região, mas em ilhas oceânicas como Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Trindade.
“Normalmente, as tartarugas-verdes ficam por aqui até atingirem a maturidade sexual, quando vão para as ilhas em alto mar. Esse é um acontecimento inédito e estamos fazendo um apelo para a população ajudar no monitoramento do ninho. As tartarugas levam cerca de 45 a 60 dias para nascerem. Nós do projeto vamos fazê-lo com o apoio da Prefeitura”, apelou a bióloga marinha Larissa Araújo, coordenadora do Projeto Aruanã.
Para Alexandre Moraes, biólogo da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), a participação da população nesses casos é fundamental.
“Em situações especiais como essa, vários órgãos se unem, cada um na sua área, para dar o apoio. Os primeiros momentos foram muito importantes para a identificação e preservação do ninho. Agora cercamos o local e vamos aguardar para que, em abril, as tartarugas possam ir para o mar, seguindo o seu destino”, informou ele.
Agentes da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal de Niterói ajudarão os técnicos do Projeto Aruanã a monitorar o ninho.