Prefeitura lança edital para conclusão de obras do prédio tombado do Iacs-UFF
Obra de R$ 28 milhões tem prazo de 18 meses, com previsão de início ainda neste primeiro semestre
O reitor e o prefeito selam parceria histórica que recuperará e ampliará imóvel tombado da UFFDivulgação / Bruno Eduardo Alves
Por Irma Lasmar
Niterói - A Prefeitura lançou nesta terça-feira o edital para as obras de restauração e ampliação do prédio do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense (UFF) em São Domingos, tombado como patrimônio histórico municipal desde 1994. O documento foi assinado pelo prefeito Rodrigo Neves e pelo reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.
Localizado na Rua Professor Lara Vilela nº 126, o conjunto arquitetônico é composto por duas edificações de épocas distintas: o antigo solar, construído entre 1840 e 1845, como sede da chácara e residência do cônsul da Grécia, Othon Leonardos, que em 1926 passou a sediar a seção masculina do Gymnásio Bittencourt Silva; e o sobrado, de construção mais recente e próximo à rua, antiga residência do professor Francisco Bittencourt Silva. Após o fechamento do colégio, o imóvel passou em 1969 à Universidade Federal Fluminense.
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“Esse investimento terá um grande retorno para Niterói, que se tornará a principal cidade em formação de profissionais na área de audiovisual do Brasil”, acredita o prefeito.
O projeto, elaborado pela Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa), está orçado em R$ 28 milhões e deve começar ainda neste primeiro semestre, com prazo total de execução de 18 meses.
“Temos o compromisso de formar cidadãos, e essa parceria vai ao encontro dos anseios da população. Essa conclusão do prédio do Iacs era uma obra esperada há décadas pela comunidade acadêmica, resultado de uma parceria histórica entre a Prefeitura de Niterói e a UFF”, exclama o reitor.
A diretora do instituto, professora Flávia Clemente, diz que o novo prédio dará mais comodidade a professores e alunos e possibilitará o desenvolvimento de novos projetos educativos.
“Hoje temos 3.500 alunos em um espaço muito pequeno, que não nos atende bem. Essa obra concretiza uma história de muito tempo e traz uma expectativa muito grande”, garante ela.