Niterói: Vigilante desapareceu após assumir o plantão no Horto do Fonseca; caso será analisado em audiência marcada pela JustiçaReprodução/Internet

Niterói - A Justiça do Rio de Janeiro marcou para o dia 4 de agosto, às 14h30, a audiência de instrução e julgamento dos acusados pela morte do vigilante Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos. A sessão será realizada na 3ª Vara Criminal de Niterói e representa uma das principais etapas do processo.
Respondem à ação o vigilante Bruno Cordeiro Gomes de Souza e Marcelo São Paio de Figueiredo, proprietário da empresa Flystar Segurança. Ambos tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas durante as investigações. Até a última atualização do processo, a Justiça não havia confirmado se Marcelo, que chegou a ser considerado foragido, havia se apresentado às autoridades.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), Maximiliano saiu de casa, em Inoã, Maricá, na manhã de 21 de fevereiro para trabalhar no Horto do Fonseca, onde atuava como vigilante da Flystar Segurança.
Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima chegando ao local em sua motocicleta. Segundo a Polícia Civil, o vigilante também registrou o início do expediente por meio de mensagens enviadas a grupos internos da empresa. A investigação aponta, no entanto, que ele foi morto dentro do próprio local de trabalho.
Ainda conforme a DHNSG, câmeras de segurança flagraram Bruno e Marcelo colocando o que seria o corpo da vítima em um veículo pertencente a uma empresa de segurança privada administrada por Marcelo. A identificação foi feita após o cruzamento de informações com o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Niterói.
A motocicleta de Maximiliano foi encontrada abandonada em outra rua do bairro Fonseca. Para a Polícia Civil, o veículo foi deixado no local para dificultar as investigações. Os agentes também apuraram que Bruno teria informado a outras pessoas que a vítima não havia comparecido ao plantão naquele dia.
Bruno Cordeiro Gomes de Souza foi preso ainda em fevereiro, no bairro Aldeia da Prata, em Itaboraí, em cumprimento a um mandado de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Na audiência de instrução e julgamento serão ouvidas testemunhas, produzidas provas e interrogados os réus. Após essa etapa, a Justiça dará continuidade ao processo com base nos elementos reunidos nos autos.
A reportagem tentou contato com a defesa dos acusados por meio de pesquisas na internet e nas redes sociais, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para ouvir a defesa do acusado.