Niterói: vacinação de HPV em adolescentes cresce no municípioDivulgação/Ascom
Dados do Programa Municipal de Imunização, atualizados em 18 de setembro, mostram que a cobertura vacinal contra o HPV em Niterói chegou a 74,92% entre as meninas e a 64,27% entre os meninos de 9 a 14 anos em 2026. Os números revelam uma recuperação nos últimos anos, sobretudo entre o público masculino. Em 2024, as coberturas eram de 67,91% entre as meninas e 53,33% entre os meninos.
Apesar do avanço, a Secretaria de Saúde chama a atenção para a necessidade de ampliar a vacinação, especialmente aos 9 anos, idade recomendada para o início da imunização. Na rotina de vacinação, a imunização contra o HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única. A vacina também está disponível para grupos específicos, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
A secretária municipal de Saúde de Niterói, Ilza Fellows, destaca que a vacinação durante a adolescência é um cuidado que pode trazer benefícios por toda a vida. “A vacina contra o HPV é segura, gratuita e fundamental para a prevenção de diferentes tipos de câncer. Os dados mostram que avançamos, mas também indicam que ainda precisamos ampliar a cobertura, principalmente entre os meninos e entre as crianças de 9 anos. É muito importante que as famílias verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde para garantir essa proteção”, afirma a secretária.
O HPV é um vírus transmitido principalmente pelo contato sexual. A infecção é muito comum e, na maior parte dos casos, pode não apresentar sinais ou sintomas. Entretanto, quando persiste no organismo, pode provocar lesões que, ao longo dos anos, podem evoluir para cânceres do colo do útero, ânus, pênis, vagina, vulva, boca e garganta.
A vacinação antes do contato com o vírus proporciona uma resposta imunológica mais eficaz. Por isso, pais e responsáveis têm papel importante na proteção dos adolescentes, verificando a caderneta e incentivando a vacinação.
Para receber a vacina, é necessário procurar uma unidade de saúde que ofereça vacinação, levando documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. Na unidade, os profissionais também podem avaliar a situação vacinal e orientar sobre outras doses que estejam pendentes.
Recuperação da cobertura
Entre os meninos, a recuperação foi ainda mais expressiva: a cobertura passou de 30% em 2022 para 40,55% em 2023, 53,33% em 2024, 64% em 2025 e 64,27% até setembro de 2026.
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