Segundo os agentes, Zaca é tio do traficante Marcos Firmino da Silva, o My Thor, que cumpre pena no presídio federal de Mossoró. Marcos é apontado em investigações policiais como chefe do trafico de drogas do Morro do Santo Amaro e, em razão de My Thor estar cumprindo pena, Zaca teria assumido o controle da distribuição de drogas, usando um ponto de mototáxi para a revenda.
De acordo com o inquérito policial , instaurado pela 9ª DP (Catete) em 2006, Zaca, seu sobrinho My Thor e outros 17 indiciados integram a estrutura do tráfico no Morro de Santo Amaro desde 2004, acusados dos crimes de tráfico e associação para o tráfico e no crime de posse ilegal de armas de fogo de uso restrito.
As investigações que permitiram a identificação dos denunciados tiveram início depois da chacina de Santo Amaro, ocorrida no dia 5 de junho de 2006, quando cinco homens foram assassinados.
Um dos suspeitos detidos durante as buscas – Renato Bisi Penna – prestou depoimento em que identificou a maioria dos membros e as funções que eles exerciam dentro da quadrilha.
Os policiais que investigavam a chacina acabaram apreendendo uma submetralhadora 9 mm, uma pistola 9 mm e uma granada que integravam o arsenal da quadrilha, além de drogas e cadernos com anotações da contabilidade da venda de entorpecentes.
O inquérito conduzido pelo delegado Fernando Veloso indiciou 17 homens, que foram denunciados pelo Ministério Público.
São eles: Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, chefe da quadrilha; Humberto Ferreira da Silva, o Beto, gerente, quarto na hierarquia da quadrilha; Alexsandro Ferreira Carvalho, o Camurim, gerente de vendas de maconha e cocaína; Marcelo Vaz Garcia, o Ba, gerente de vendas de crack; Luiz Carlos Gomes, o Mascote, gerente de vendas de maconha; Lucas da Silva Mesquita, o Luquinha, gerente de vendas de cocaína e responsável pela guarda do armamento; Antonio Edmilson do Nascimento, o Parazinho I, gerente de vendas de cheirinho da loló; Carlos de Melo Martins, o Greg, armeiro; Jó dos Santos Souza, o Jô Negão, olheiro; Manoel Gilliard de Lima Teixeira, o Parazinho II, olheiro; André Luiz de Moraes, o Bigode, endolador; Alan Stanley Rodrigues Carrilho;Charles dos Santos Correa, o 2T, olheiro, depois promovido a gerente do tráfico no Morro da Galinha; Gabriel de Jesus da Silva, o Dê, olheiro; Marco Antonio Lima Vargas, motoqueiro; Marcelo Vargas Freire, motoqueiro; e Edson Pereira Firmino de Jesus, o Zaca, supervisor do transporte de armas e drogas feito em motocicletas.




