Em seguida, o grupo fugiu no mesmo veículo sem levar nada. O filho de Gerson estava no caixa do estabelecimento no momento da ação. O bar possui câmeras de TV, bem como os estabelecimentos vizinhos.
No entanto, o equipamento do restaurante ao lado do local do crime não registrou o momento dos disparos. As imagens do Boteco do Gerson ainda não foram analisadas. O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá) como latrocínio (roubo seguido de morte). Agentes da Divisão de Homicídios (DH) assumiram o caso.
De forma coordenada e integrada, os agentes farão rondas em bicicletas, a pé e em veículos para promover a ordem no bairro e coibir ações criminosas. Outro aspecto da operação será o acolhimento de moradores de rua. O lançamento da "Operação Lapa Presente" é resultado de reunião feita na manhã desta sexta-feira no Palácio Guanabara.
Participaram da reunião: o Governador Sérgio Cabral, o Secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, o Secretário de Estado de Governo, Wilson Carlos, o Chefe do Estado-Maior Geral Operacional da PM, Coronel Paulo Henrique Azevedo, o subchefe de Polícia Civil, Sérgio Caldas, a Secretária Estadual de Cultura, Adriana Rattes, o Vice-Prefeito e Secretário de Desenvolvimento Social do município do RJ, Adílson Pires, o Secretário Especial de Ordem Pública Alex Costa, além de moradores e comerciantes da Lapa.
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Os agentes devem encerrar o inquérito no início da próxima semana. Conrado comemorava seu novo emprego e aniversário de um amigo. Ele foi atacado por um grupo de usuários de crack no fim da madrugada, na Avenida República do Chile. Marcas no corpo indicavam que ele foi esfaqueado no coração. Segundo peritos, o jovem foi morto com faca serrilhada, tipo a usada para cortar pão, com lâmina de aproximadamente 12 centímetros.
As investigações concluíram que o crime foi um latrocínio (roubo seguido de morte) e que o motivo principal pode ter sido o celular do rapaz, que desapareceu. Conrado ainda carregava no bolso sua identidade, R$ 50 e cartão de crédito, que não foram levados. Ele estava sozinho e voltaria para casa, em Realengo, de ônibus.
A atriz Ilva Niño, que há seis anos tem um teatro na Lapa, disse que a casa vai fechar as portas no dia 14. O motivo: a onda de violência e ataques de usuários de crack ao público. “Está um horror e as pessoas estão com medo de ir ao teatro. Os usuários ficam deitados no chão, pedem dinheiro, seguram as pessoas. Todos os comerciantes da região estão sofrendo porque a Lapa virou um local perigoso”, desabafou Ilva.
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Na quarta-feira, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou que o problema da Lapa não era de polícia,e sim social. “Não estou dizendo que morador de rua é bandido, mas ali no meio pode haver um usuário de drogas, que comete atos impulsivos. Estas pessoas precisam ser acolhidas”, disse.
Para o secretário de Desenvolvimento Social e vice-prefeito, Adilson Pires, cada secretaria tem sua parte na ação: “Há assaltantes misturados com moradores de rua. Fazemos a nossa parte, acolhemos as pessoas em situação de vulnerabilidade, mas existe a parte da polícia e ele (Beltrame) tem que assumir”.




