Por nara.boechat
Rio - A missa de sétimo dia em memória da jornalista Albeniza Garcia será realizada nesta quinta-feira, às 9h30, na Igreja Nossa Senhora do Calvário, na Tijuca. A igreja fica na Rua Conde de Bonfim, 48, ao lado da Policlínica da Marinha. Primeira mulher no Brasil a cobrir reportagens de polícia e lenda entre cinco gerações de repórteres, Albeniza morreu na última quinta, aos 84 anos, de insuficiência respiratória.

Albeniza trabalhou em redações por mais de 50 anos consecutivos, sempre na função de repórter. Querida por todos os companheiros de imprensa, virou referência na reportagem policial. Nunca mediu esforços para atingir o objetivo de levar para a redação o máximo de informação possível.

Lenda do jornalismo%2C Albeniza Garcia tinha 84 anos e morreu nesta quintaBanco de imagens / Agência O DIA

Sua isenção com a notícia fez com que ela conquistasse prêmios e o respeito de todos. O melhor exemplo disso ocorreu em 1990, quando Mauro Luis Gonçalves de Oliveira, o Maurinho Branco, sequestrador do empresário Roberto Medina, disse que só libertaria o empresário na presença de Albeniza.

Acompanhada de fotógrafo e de dois advogados, Albeniza encontrou-se com o sequestrador na Zona Norte. Maurinho cumpriu o prometido e Medina foi libertado, sendo levado a uma delegacia pela repórter. Na ocasião, o bandido deu a ela como presente um gavião.
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Albeniza deixou três filhos e quatro netos. O corpo foi enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. A família também vai realizar uma cerimônia religiosa no próximo sábado, dia 25, na Igreja Messiânica, na Rua Melo Matos, na Tijuca.