Grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para a sociedade
Grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para a sociedadeBendito Benedito/Afrolaje
Por O Dia
Rio - O Grupo Afrolaje apresenta sua roda virtual de Jongo, dança afro-brasileira criada por africanos na diáspora, no dia 30 de maio, a partir das 18h, pelo Instagram. O projeto também vai doar comida, roupas e utensílios para moradores de rua da Zona Norte do Rio. A iniciativa é aberta para todos os públicos e pretende resgatar, preservar e difundir a diversidade através da dança, música, percussão, apresentações e divulgação junto às escolas e espaços públicos e privados.
Com a pandemia, o Afrolaje se adaptou e realiza em suas redes sociais rodas virtuais e conversas sobre o contexto histórico afro-brasileiro, estimulando a luta antirracista para uma sociedade mais equânime. "Este trabalho contribui para a valorização da autoestima das crianças, jovens e adultos, desmistificando a visão sobre o corpo afronegro e das culturas de matriz africana", afirma a coreógrafa e atriz Flavia Souza que, junto com o professor Ivan Karu, coordena o Grupo Afrolaje.
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Com o auxílio de pesquisas de campo, encontros e debates com mestres das culturas populares de matriz afro, o grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para seus integrantes e para a sociedade. "A música percussiva e as danças de matriz africana são um dos principais símbolos culturais do país. Temos uma história rica, mas pouca difundida", analisa Flavia.
O Afrolaje foi fundado em 2012, no Engenho de Dentro, região do Grande Méier, na Zona Norte do Rio, por Flavia e pelo professor de capoeira Ivan Jr. (Karu). O projeto surgiu na laje da casa da coreógrafa, como uma releitura da ressignificação da laje das casas de comunidades carentes do Rio.
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Por meio do Jongo, capoeira angola e outras manifestações de patrimônio imaterial do Brasil, o grupo reúne apresentações pelo Theatro Municipal do Rio, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador, Engenhão, Festival Madalenas em Berlim, turnê pela Itália, cerimônia no consulado da Angola, participação nas Olimpíadas 2016 e diversos shows, oficinas e cerimoniais pelo Brasil e exterior.
A iniciativa também recebeu vários prêmios como o Fazedores do Bem, em 2017, pelo recorde de inserções em mais de 300 escolas, e Menção Honrosa Ubuntu, no teatro Carlos Gomes, em 2020. Desde o ano passado, o projeto promove ações de fornecimento de quentinhas, kit higiene e café da manhã para pessoas em situação de vulnerabilidade das regiões do grande Méier e Marechal Hermes.
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Para o mês de maio de 2021, o Afrolaje pede ajuda para ações semanais com esses grupos, a partir do envio de doações via Pix, transferência bancária ou alimentos, roupas e utensílios enviados presencialmente em alguma das duas regiões.
Serviço
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Como doar

Chave Pix: CPF 05450844743 (Flavia Souza da Cruz)
Depósito ou transferência: Banco Caixa Econômica Federal. Agência 2264. Conta Corrente 00021996-7

Presencialmente: enviar um e-mail para [email protected] ou [email protected]