Por paloma.savedra

Rio - O governador Luiz Fernando Pezão garantiu, nesta terça-feira, que enviará até o fim deste mês, proposta de incorporação da gratificação do Programa Delegacia Legal aos salários dos policiais civis à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). 

Pezão voltou a prometer a medida, depois de adiar a data - seria nesta quinta-feira - que enviaria a proposta à casa legislativa. O anúncio irritou os policiais civis, que voltaram a admitir uma nova paralisação. 

"Tenho negociado permanentemente com a categoria, e reafirmo meu compromisso de atender à reivindicação dos policiais civis. Estamos fazendo estudos para saber a melhor forma de incorporá-la, sem impacto para o Estado", declarou Pezão, lembrando também as reivindicações de outras categorias.

"Queremos atender ainda a outras categorias, dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Até o fim deste mês todas as mensagens estarão na Alerj", prometeu o governador.

Mudanças de datas

Durante entrevista no Centro Aberto de Mídia da Copa, na segunda-feira, Pezão disse que vai conversar com a categoria só depois do dia 15. Diante da declaração, lideranças do movimento voltaram a cogitar nova paralisação. Os policiais alegam que o governador havia prometido enviar a proposta à Alerj no dia 12 (quinta-feira).

Segundo o presidente do Sindpol, Francisco Chao, depois do dia 15, o prazo para a proposta entrar em votação entre os deputados vai ficar mais apertado porque a casa entrará em recesso por conta da Copa do Mundo.

Há duas semanas, os policiais pararam de trabalhar por dois dias, até que o governador os recebesse. Na ocasião, Pezão prometeu encaminhar para a Alerj a reivindicação da categoria, que pede a incorporação da gratificação do Programa Delegacia Legal aos salários.

O benefício varia, de acordo com o cargo e o tempo de serviço do policial, a partir de R$ 850. A tentativa de negocição da categoria com o executivo estadual já dura um ano.


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