Vereadora Leila do Flamengo propõe colocar grades na Praça São Salvador

Parlamentar enviou ofício ao secretário de Conservação e Serviços públicos, alegando que ocorrem excessos no local

Por thiago.antunes

Rio - A Praça São Salvador, conhecido ponto cultural em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, pode ser cercada por grades. A vereadora Leila do Flamengo (PMDB) enviou, nesta quarta-feira, ofício ao secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Marcus Belchior, pedindo a instação do gradeamento por considerar que o local está sujeito a excessos diversos. O pedido, segundo Belchior, será analisado.

Leila do Flamengo afirmou em ofício que Praça São Salvador tem baderna depois das 22hReprodução

Nas redes sociais, frequentadores protestaram. "Vivemos em uma democracia. As pessoas têm direito de ir e vir. Os cidadãos têm direito de frequentar praças públicas. Todos têm o dever de cumprir com as leis para que a convivência entre as pessoas seja equilibrada e harmônica. O Estado deve se fazer presente para garantir isso. Afinal, é para isso que pagamos altos impostos", diz trecho de post no perfil da Praça.

Até o começo da noite desta quarta-feira, a página "Eu não quero grades na Praça São Salvador" tinha quase 6 mil curtidas. "Grade não. Tem que organizar,respeitar horário do sono dos moradores, mas também as manifestações artísticas, dar condições ,ensinar, colocar banheiro para a galera ...gradear a praça não resolve", relata um dos posts

"A praça é do povo, nunca vi nenhum ato de violência alí fora os desmandos da polícia achacando os ambulantes e lhes tirando os instrumentos de trabalho. Moro ali faz 30 anos e antes era abandonado e até perigoso. Agora é frequentado por jovens que apenas querem se encontrar, namorar e serem felizes", diz outra frequentadora.

No ofício, Leila do Flamengo afirma que está atendendo pedidos dos moradores e usuários do espaço, por conta de "gritarias e batuques em plena madrugada, e bares e restaurantes ocupam com mesas e cadeiras a praça". A vereadora também relata preocupação com o que chamou de 'migração' de frequentadores do Baixo Gávea para o local. O DIA tentou contatar Belchior e Leila do Flamengo, mas eles não foram localizados. 

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