Crivella afirma que as negociações para as alianças são um ‘mercado persa’

Candidato do PRB fez campanha em Nova Iguaçu e disse que, se eleito, vai 'governar para a Baixada'

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - O senador Marcelo Crivella (PRB) disse nesta quinta-feira a moradores de Nova Iguaçu que o concorrente Anthony Garotinho (PR) priorizou, durante o mandato como governador, apenas o interior do estado, e Sérgio Cabral (PMDB), somente a capital. “Se eleito, vou governar para a Baixada”, afirmou, com críticas à infraestrutura da cidade e promessas de geração de emprego.

Crivella não citou, no entanto, Lindberg Farias (PT), duas vezes eleito prefeito de Nova Iguaçu e também candidato ao Palácio Guanabara. Esta foi a segunda vez de Crivella na Baixada Fluminense em quatro dias — no domingo, ele esteve em Belford Roxo. Com 22% do eleitorado do estado, a região surge como protagonista neste período inicial de campanha: além de Crivella, Garotinho caminhou por Nova Iguaçu nesta terça-feira, e Lindberg, no domingo. O governador, Luiz Fernando Pezão (PMBD) discursou em Nova Iguaçu, domingo, ao lado do aliado Cesar Maia (DEM), que disputa a vaga para o Senado.

Crivella e a deputada Rosângela Gomes fazem selfie com eleitoraDivulgação

Crivella não escondeu sua insatisfação por não ter conseguido o apoio de outros partidos. “Tentei costurar aliança com todos os partidos que não tinham candidato próprio ao governo. Com todos. Mas nenhum quis. Esse tipo de negociação virou um mercado persa”, disse. “Não ter coligação pode até me ajudar, porque, caso eleito, não vou ficar condicionado a outros partidos. Vou ter compromisso só com o povo”, completou.

Empatado tecnicamente com Garotinho e Pezão no último levantamento do Ibope, Crivella disse não temer uma possível queda nas pesquisas. O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus é conhecido pela boa avaliação no início do pleito mas por não conseguir emplacar. Para prefeito, foi derrotado duas vezes, em 2004 e 2008. Em 2006, ao tentar o governo do estado, foi ultrapassado na reta final e ficou de fora do segundo turno.

“Eu começava bem nas pesquisas, mas não decolava porque tinha um índice de rejeição alto. As pessoas achavam que eu governaria para a igreja. Minha trajetória no Senado e como ministro da Pesca mostrou que isso é mito. E é por causa do reconhecimento desse trabalho que meu índice de rejeição diminuiu. Desta vez, vai ser diferente”, acredita.

Com mais de 1,3 milhão de evangélicos, muitos eleitores da Baixada que se aproximavam de Crivella mostravam interesse na vida religiosa do candidato. Para essas pessoas, Crivella pedia: “orem por mim”. Ao microfone, o bispo deixava o discurso religioso de lado e citava projetos que tinha emplacado como senador, entre eles o ‘Cimento Social’ e a ‘Lei do Motoboy’.

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