Viúva de Amarildo, desaparecida há dez dias, é levada à delegacia da Rocinha

Elisabete estava desaparecida desde o dia 30 de junho. Ela foi localizada por familiares na quinta-feira na Região dos Lagos

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio -  Policiais da 11ª DP (Rocinha) acabam de encontrar a mulher do pedreiro Amarildo de Souza, morto por PMs da UPP em julho do ano passado. Elisabete Gomes da Silva avisou à família na noite de quinta-feira que estava em Cabo Frio.

Segundo agentes da distrital, ela estaria com um suposto namorado numa casa alugada. "Vou aguardar para ouvir os esclarecimentos. Após contato com a família, ela foi rastreada via telefone celular", contou o delegado titular Gabriel Ferrando. Elisabete está sendo conduzida neste momento para a delegacia vindo de Cabo Frio.

Antes de ser localizada, filhos de Elisabete registraram o desaparecimento da doméstica na 11ª DP. “Não sabemos como ela foi parar em Cabo Frio, pois não há nenhum parente morando lá. Ela entrou em contato com uma filha, que nos informou do paradeiro”, contou Michele Lacerda, sobrinha de Amarildo.

Maria Eunice Lacerda, de 53, irmã do pedreiro, afirmou que Elisabete estava abusando do álcool e das drogas. Ela também confirmou que a doméstica falava que iria sozinha procurar pelo marido. “Estava muito depressiva. Infelizmente, teve uma recaída e voltou a usar drogas e a beber muito. Só ficava de bar em bar dizendo que iria procurar por ele”.

De acordo com Anderson Gomes de Souza, de 22, um dos seis filhos do casal, essa não foi a primeira vez que Elisabete deixou sua casa em busca do pedreiro. “Em diversas madrugadas, ela tomou essa atitude”.

Amarildo sumiu após ser retirado de casa e levado à sede da UPP. Ao todo, 25 policiais são acusados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha. Entre eles, 12 estão presos e 13 respondem em liberdade.

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