Rio - A segurança do Estádio do Maracanã, palco da final da Copa do Mundo, domingo, entre Alemanha e Argentina, apresentou falhas novamente na noite desta sexta-feira. Um colombiano foi preso depois de invadir o Centro de Mídia e tentar furtar o laptop de uma emissora de TV japonesa. Um compatriota dele acabou detido por ter invadido o complexo esportivo. Eles disseram residir em Buenos Aires, capital argentina. Vários chefes de estado já confirmaram presença no evento decisivo no Rio.
O incidente ocorreu no mesmo dia em que o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que o esquema de segurança para a final da Copa do Mundo contará com 25.787 homens de várias corporações. Ele classificou o contingente empregado no evento como 'o maior que o Brasil já viu'. Cerca de 100 mil estrangeiros entre alemães e argentinos, além de 25 mil turistas de outras nacionalidades, são esperados no Rio até domingo.
De acordo com policiais do 4º BPM (São Cristóvão), o jornalista japonês saiu por instantes do Centro de Imprensa do Maracanã e quando retornou viu um homem retirando a fiação do laptop da emissora em que trabalha. Ele impediu o furto tentando tirar o computador portátil das mãos do suspeito e gritando por ajuda. Seguranças a serviço da Fifa chegaram ao local, detiveram o suspeito e acionaram a PM.
O outro colombiano foi detido nas dependências do estádio. Ele alegou que tinha conseguido entrar e pretendia apenas tirar fotos. Os dois estavam sem identificação e sem credenciais. Eles teriam pulado a grade do estádio. A polícia não informou se eles se conheciam
O colombiano acusado de furto está preso na 17ª DP (São Cristóvão), onde o caso foi registrado. O compatriota dele prestou depoimento e foi liberado. Ambos não tiveram os nomes divulgados até o momento pelas polícias Civil e Militar. O laptop foi devolvido ao jornalista.
No dia 18 de junho, o sétimo dia de Copa do Mundo, 85 chilenos sem ingressos foram detidos após invadir o Centro de Mídia do Maracanã, antes do início do jogo entre Espanha e Chile, pela fase de grupos da competição. Eles quebraram divisórias do local. Todos foram notificados e obrigados a deixar o país em 72 horas, além de não retornar ao Brasil durante a competição. Até o dia 23 de junho, 58 deles tinham saído. Os que não cumprissem a determinação e fossem flagrados seriam deportados.




