Por felipe.martins

Rio - A derrota do Brasil para a Alemanha dividiu o sentimento dos torcedores para a partida de hoje, contra a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar. Enquanto alguns garantem que vão continuar a festa e apoiar a Seleção, mesmo após o placar devastador de 7 a 1, outros ‘murcharam’ e cancelaram a programação de eventos e festas, como o pessoal do Alzirão, na Tijuca.

“O motivo do cancelamento da festa é que tínhamos contratado o grupo de samba para a final de domingo, e não tinha como trocar para este sábado”, contou o presidente da Associação Recreativa e Cultural da Turma do Alzirão, Ricardo Ferreira.

Ele decidiu apenas exibir o jogo, sem show: “O resultado desanimou as pessoas e acho que vai ter pouca procura. É uma pena, mas a maior perda foi para a seleção”, lamentou ele.

Quem também desistiu de fazer festa hoje foi o dono do Leviano Bar, na Lapa, Leonardo Bettamio, 43. Em dias de jogos do Brasil, mais de 1.500 pessoas passavam no local, que tinha DJ e blocos carnavalescos.

Israel Gonzaga (à esquerda)%2C Humberto Mendes%2C Thiago Pedroso%2C Matheus Mendes e Roberto Vargas%2C da Turma da Washington%3A “Não podemos deixar de apoiar%2C é a nossa SelJoão Laet / Agência O Dia

“Vamos só exibir o jogo desta vez”, contou o empresário, acreditando que o clima de Copa acabou: “Não deixo de apoiar a Seleção, sou brasileiro. Mas não tem clima para comemorar”, avaliou. Mas, se por um lado há inconformados, por outro é possível ver quem acredita na superação da Seleção. É o caso da Turma da Washington, que organiza festas na Rua Washington Luiz, na Lapa, e manterá o cronograma.

“Não podemos deixar de apoiar, é a nossa Seleção. A derrota será lembrada, mas o terceiro lugar pode amenizar a dor”, disse um dos organizadores, Humberto Mendes, 48, que completou: “Sou vascaíno, meu time foi para a segunda divisão e não deixei de torcer por ele”.

Também à frente da festa, Roberto Vargas, 36, foi categórico: “A única opção é erguer a cabeça e pensar para frente. E temos de lembrar que esse espaço é para receber todos torcedores. Vamos mostrar ao mundo coisas boas do Brasil, como nossa hospitalidade com todos os turistas”, disse ele, que fez uma ressalva: “Só não quero que a Argentina ganhe aqui, no Maracanã”.

Rua de Copa mantém telão

Outro ponto disputado por torcedores, a Rua Almirante Gonçalves, em Copacabana, manterá o calendário. Um dos organizadores do evento, que chegou a ter bateria de escola de samba e churrasco, Josef Reis, 50, defende o apoio dos brasileiros:

“Vai ter festa sim e temos que acreditar na nossa Seleção que tem história. O importante é nos unirmos e superar isso”, declarou ele, que manterá o evento na final do campeonato, amanhã. Já a administradora Deborah Mantuano, 31, cancelou os eventos em sua casa, que tinha até torcida organizada: “Eu já fiz churrascos para 30 pessoas. Ia alugar um telão e já cancelei.”

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