Rio - ?Foram presas temporariamente pela Polícia Civil, na manhã deste sábado, 17 pessoas acusadas de estarem envolvidas em atos de vandalismo durante os protestos que vem ocorrendo desde junho do ano passado. De um total de 26 mandados de prisão, nove não foram cumpridos e essas pessoas são consideradas foragidas pela Polícia. Entre os mandados, dois foram destinados à adolescentes infratores e dois para prisão em flagrante. Além destes, há ainda mais dois mandados de busca e apreensão.
Durante a prisão dos acusados, os policiais encontraram máscaras contra gás lacrimogênio, explosivos e armas de fogo, além de celulares e outros aparelhos de comunicação.
No Rio, um professor de História, de identificação ainda desconhecida, foi detido na Urca, na Zona Sul. Na casa do docente foi encontrada uma máscara contra gás lacrimogênio.
Os presos e o material apreendido foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte da cidade, onde nesta tarde a Polícia Civil concedeu entrevista coletiva para esclarecer as prisões.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ chegou à Cidade da Polícia durante a coletiva."Essas prisões têm viés autoritário, fascista. O interesse é retirar pessoas da manifestação. Não há qualquer fundamentação jurídica para as prisões. A motivação é política", disse Marcelo Chalreo. Segundo ele, a arma apreendida na casa de um dos presos pertencia ao pai do acusado.
Sininho é presa em Porto Alegre
Entre os presos na operação, está a ativista Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, detida também nesta manhã, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A ativista estaria na casa do namorado e deve chegar ao Rio por volta das 17h.
Há cerca de um mês, no dia 13 de junho, Sininho já havia estado na Cidade da Polícia para ser ouvida por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que investigam os atos violentos ocorridos durante as manifestações.




