Candidatos reclamam de falhas em concurso da Polícia Militar

Participantes alegam irregularidades na prova e promovem ato em frente à Alerj. Corporação vai investigar

Por thiago.antunes

Rio - A prova de soldado da Polícia Militar do Rio (Pmerj), realizada no último domingo, não agradou aos mais de 105 mil inscritos. Muitos reclamaram que o teste estava em desacordo com o edital. Os primeiros protestos contra o concurso chegaram via ‘Zap Zap’ (98794-9052), o WhatsApp do jornal Meia Hora.

Além do desencontro das questões com o edital, os candidatos também alegaram que o concurso apresentava um grau de dificuldade maior que o exigido. Para eles, a parte de Informática, Geografia e História estavam extremamente difíceis.

“Estou estudando desde o ano passado. Muitos candidatos investiram dinheiro e tempo para chegar na hora da prova e não cair o que estudamos. Em Informática, caíram questões de Microsoft Excel 2013, sendo que no edital constava o do programa de 2007. Foi uma falta de respeito”, desabafou a estudante Ana Paula de Souza, de 28 anos.

Candidato foi desclassificado ao fotografar o cartão resposta da prova. Imagens estão em rede socialReprodução

No domingo, um candidato foi desclassificado ao tirar uma foto do cartão resposta da prova. Imagens do cartão de respostas estão circulando em grupos de discussão de candidatos à prova da PM, no Facebook. “Isso é fora do comum. Essa prova precisa ser cancelada. Organização péssima. Não tinha supervisão legal. Muita gente indo ao banheiro ao mesmo tempo”, comentou Amanda de Santos Costa, 27, que fez a prova pela primeira vez em uma faculdade particular na Praça XI.

Nesta terça-feira, os candidatos vão pedir a anulação do certame em um protesto que será realizado em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A PM, em nota, informou que a Exatus — banca responsável pela elaboração e organização do concurso —, por meio de seu site, disponibiliza a ferramenta para recursos, com prazo de três dias a partir da divulgação do gabarito, ocorrido ontem. Em relação às falhas tanto na segurança quanto na organização do concurso, a PM afirmou que vai cobrar uma explicação da empresa.

A corporação garantiu ainda que em cada município, onde foi realizada a prova, havia policiais com a missão de conferir se tudo estava sendo cumprido conforme o edital. Se forem constatadas falhas, o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP) será mobilizado e repassará à Diretoria de Logística (DL), setor da PM responsável pelas licitações, a investigação.
Se forem comprovadas as irregularidades, pode haver punições previstas na Lei das Licitações, que vão desde a advertência até a suspensão de participar de novos certames.

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