Polícia desarticula quadrilha de estelionatários da Baixada Fluminense

Policiais prenderam 14 suspeitos nesta terça-feira. Dinheiro, joias e notebooks também foram apreendidos pelos agentes

Por paulo.gomes

Rio - Policiais da 52ªDP (Nova Iguaçu), com o apoio de agentes de outras delegacias da Baixada e da capital, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizaram na manhã desta terça-feira uma operação para desarticular uma quadrilha de estelionatários. Objetivo era cumprir 22 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão. No total, foram 14 pessoas foram presas.

Parte da quadrilha de golpistas que agiam na Baixada Fluminense foi apresentada no início da tarde desta terça-feira na 52ªDP (Nova Iguaçu)Ivan Texeira / Hora H

Durante a ação, os agentes apreenderam grande quantidade de material, como documentos falsificados, carteiras de trabalho, computadores, notebooks, dinheiro, joias, além de um carregador de munições para pistola.

Investigações da 52ªDP apontam que a quadrilha agia em diversas formas. Entre elas, de posse de cartões e senhas de correntistas, eles realizavam saques em agências bancárias, que depois eram contestados pelos reais titulares. Outro golpe que os criminosos realizavam era de substituir máquinas de cartões de créditos de postos de gasolina, fazendo que o pagamento realizado fosse creditado numa máquina pertencente ao grupo.

A quadrilha gastava o dinheiro do golpe comprando bebidas, cigarros, alimentos, joias, motos, jet-ski, carros e aluguel de casas. Os bandidos também promoviam festas e passeios de veraneio. Tudo isso, segundo a investigação "traduz a vantagem ilícita dos envolvidos e o prejuízo das vítimas dos golpes".

Segundo o Ministério Público%2C a quadrilha usava uma rede social para expor as bebidas e dinheiros adquiridos com os golpesReprodução Facebook

Ainda segundo as investigações, os envolvidos fazem parte de um círculo de amizade e não possuem qualquer receio em expor nas redes sociais, em especial no Facebook, as regalias obtidas com as atividades ilícitas, seja por meio de seus perfis pessoais, seja através de uma página denominada "a firma é forte".

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