Tecnologia para diagnosticar e tratar criança com leucemia

Instituto Pequeno Príncipe desenvolve exame mais preciso para detectar doença

Por felipe.martins , felipe.martins

Curitiba - Pesquisadores do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), conseguiram desenvolver a tecnologia utilizada em um exame feito em casos de leucemia infantil, normalmente importada e muito cara. Os resultados do teste auxiliam os médicos na hora de escolher qual é o tratamento ideal para cada criança.

Esta é uma das várias pesquisas realizadas pelo instituto, que fica no Hospital Pequeno Príncipe. Na unidade, 70% das vagas são destinadas a pacientes de todo o país atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O professor e pesquisador Roberto Rossati explica que a técnica, chamada de FISH, consiste na coleta de glóbulos brancos da medula de crianças diagnosticadas com leucemia. Em uma lâmina, são colocadas as células do paciente e as sondas (material genético artificial produzido por bactérias).

Instituição em Curitiba realiza várias pesquisas. Seu hospital tem 70% das vagas destinadas ao SUS Divulgação

A partir daí, existem algumas alterações nessas células, que indicam as características da leucemia. “Isso ajuda a determinar se o prognóstico é bom ou ruim, e a escolher o melhor tratamento”, detalha o cientista. Se o resultado for negativo, os médicos começam a pensar no transplante. Se for positivo, apostam na quimioterapia, por exemplo.

A grande novidade do estudo está ligada justamente às sondas. A equipe do instituto fez uma extensa pesquisa e conseguiu produzi-las no Brasil. O professor esclarece que cada ‘kit’ de sonda importada custa em média R$ 300 (em alguns casos, é preciso usar até seis de uma só vez). Com o desenvolvimento em laboratório brasileiro, o médico garante que os custos são de R$ 12. O estudo começou em 2008 e será publicado daqui a dois meses.

O hospital oferece tratamentos de ponta a crianças de outros estados, inclusive do Rio. Para ser atendido, o paciente precisa ser encaminhado por uma unidade de saúde da sua região, o que depende do protocolo seguido pelo SUS, que leva em conta especialidade e número de vagas.

Saiba mais sobre outras pesquisas do instituto.

DEPRESSÃO
Estudo com 51 estudantes da rede pública de Curitiba, de 9 a 12 anos, mostrou que crianças que consomem grande quantidade de cafeína (refrigerante, café e chocolate) apresentam alto índice de sintomas de depressão.

QUEIMADURAS
Com antibiótico e antifúngico, foi criado curativo nanoestruturado para queimados, que facilita a criação de novos vasos, auxiliando na cicatrização de crianças queimadas. Tem 90% de efetividade. Outros, 60%.

MUTAÇÃO E CÂNCER
Primeiro rastreamento neonatal do mundo a usar exame de DNA para identificar mutação genética que predispõe a um câncer de rim. O estudo identificou que a mesma alteração genética está ligada a um câncer no cérebro.

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