Homem atropelado por carnavalesco da Imperatriz segue internado no Souza Aguiar

Anderson Tomás Paixão passou por cirurgia nas duas pernas e seu quadro é estável. Outra vítima do acidente já teve alta

Por paulo.gomes

Com diversas escoriações no rosto%2C carnavalesco Cahê Rodrigues prestou depoimento na delegacia na tarde desta terça-feiraAlexandre Brum / Agência O Dia

Rio - Segue internado nesta quarta-feira no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, Anderson Tomás Paixão, que foi atropelado na terça pelo carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Cahê Rodrigues. Anderson, que trabalha como brigadista da Beija-Flor, passou por cirurgia nas duas pernas e está se recuperando na enfermaria na unidade. Seu quadro de saúde é estável. Wellington Barbosa Sampaio, que também havia sido atropelado, já recebeu alta.

Por volta das 12h de terça, Cahê Rodrigues foi rendido por um homem armado na Rua Barão da Gamboa, na Zona Portuária do Rio. O carnavalesco estava a bordo de seu carro quando o bandido o fez passar para o banco do carona e assumiu a direção. Como o veículo era hidramático, o criminoso bateu levemente em um ônibus.

Em seguida, o bandido obrigou o carnavalesco a tomar a direção novamente e seguiu mais 200 metros até a entrada da Cidade do Samba. Como a vítima estava bastante nervosa, acabou colidindo em dois carros estacionados e atropelando Anderson e Wellington.

O bandido saiu do carro e rendeu um motoboy que estava chegando no local para prestar serviços. O homem foi obrigado a levar o criminoso até a Rodovia Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias. O motoboy prestou depoimento na 4ªDP (Praça da República).

O carnavalesco foi levado para o Hospital Casa de Portugal, na Zona Norte, com várias escoriações pelo rosto e braços. Ele foi atendido e seguiu para a delegacia em uma viatura do 5ºBPM (Praça da Harmonia), para prestar depoimento. Abalado, Cahê não falou com a imprensa na distrital.

O delegado substituto Luciano Zahar, da 4ªDP, vai solicitar à pericia da Polícia Civil a coleta de impressões digitais no carro de Cahê para tentar chegar à identidade do bandido, pois nem o carnavalesco e nem o motoboy conseguem descrever o criminoso para um retrato falado. O delegado abordou ainda como se dará o registro da lesão corporal pelo atropelamento das duas pessoas. "O Cahê só vai responder se as vítimas legitimarem o registro. O atropelamento foi em uma situação involuntária", apontou.

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