Rio - Karen Cristina da Silva, esposa de um dos traficantes mais procurados do Rio, foi presa na manhã desta segunda-feira, dentro de casa, no Morro do Urubu, em Pilares, na Zona Norte. Conhecida como Gorda, a mulher de Marcelo Fernando Pinheiro Veiga - o Marcelo Piloto, ex-chefe do Complexo de Manguinhos - é acusada de coordenar e negociar a venda de drogas para o criminoso, que está foragido. Ainda segundo a polícia, ela recebia ordens que vinham dos presídios e negociava a venda de drogas.
De acordo com a 21ª DP (Bonsucesso), responsável pelas investigações, Gorda era essencial para a manutenção do poder do marido no tráfico. Ela recebia ordens de Marcelo Piloto e as repassava para outros traficantes. Além disso, ela passou a exercer a função de Piloto, comandando a compra e a venda de entorpecentes do grupo.
A prisão de Karen faz parte da Operação Cidadania da Polícia Civil. Durante a ação, os policiais apreenderam com ela um carro e uma pasta com documentos que estão sendo analisados pelos agentes da 21ª DP (Bonsucesso).
No Morro do Urubu, onde a esposa de Piloto foi presa, houve um registro de confronto entre os traficante e policiais, mas ninguém ficou ferido. Em Manguinhos, os agentes prenderam um homem identificado como "Nego de Antares".
Segundo as investigações da 21ª DP, após a pacificação da comunidade de Manguinhos, no início do ano passado, Marcelo Piloto fica transitando entre o Rio de Janeiro e Paraguai. Ele é acusado de participar do resgate do traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, da 25ªDP (Engenho Novo), em julho de 2012. O Disque-Denúncia oferece R$ 2 mil por informações sobre o paradeiro do traficante.
ESCUTA
Traficante - “Presta atenção, sou do tráfico de drogas. Quero saber se tem como liberar um ônibus, às 16h, para o enterro de um morador da comunidade na igreja.
Rodoviário - “Nosso procedimento exige um e-mail ou ofício solicitando.
Traficante - “Isso aqui é o tráfico de drogas. Não tem bagulho de e-mail, não. Se tiver caô, paro o ônibus aí”.
Rodoviário - “Trabalhamos dessa forma”.
Traficante - “Você que ver como eu trabalho? Vou desligar, e você vai dizer: ‘O chefe me ligou e solicitou’. Vou mandar meu ofício, meus funcionários. Vai ser a última vez que seu ônibus passou por aí. Avisa que meu nome é Papagaio”.




