Quadrilhas que se uniram para expandir tráfico em Teresópolis são desarticuladas
Operação Mandrake, do Ministério Público e Polícia Militar, já prendeu 19 pessoas no Rio de Janeiro e Região Serrana
Rio - Duas quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas que se uniram foram desarticuladas na manhã desta sexta-feira, na Operação Mandrake, do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar. A ação tem como base uma investigação feita através de escutas telefônicas e infiltração de agentes do serviço reservado do 30ºBPM (Teresópolis), para desarticular a expansão do tráfico de drogas para o município de Teresópolis, na Região Serrana.
A operação que tem o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ) e da Polícia Civil, conta com cerca de 400 agentes. Até o momento, 19 pessoas foram presas e cumpridos 73 mandados de busca e apreensão em comunidades do Rio de Janeiro, Teresópolis e também no Complexo Penitenciário de Bangu. As buscas estão sendo realizadas nas comunidades de Quinta Lebrão, Fonte Santa e Álvaro Paná, em Teresópolis; e na Providência, que fica na Região Portuária, Mangueira e Morro de São João, ambas na Zona Norte, estas três da capital contando com Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).
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A denúncia aponta que João Firme de Siqueira Filho, o Coroa, é o chefe do tráfico em Teresópolis, e André Gonçalves, conhecido com Gordão, líder da Providência, decidiram unir as quadrilhas para expandir a distribuição de drogas no município da Região Serrana. A dupla, mesmo presa, coordena as ações de suas respectivas quadrilhas. "Coroa" e "Gordão" também foram denunciados pela prática de corrupção ativa junto com outros três comparsas por tentarem corromper PMs de Teresópolis.
De acordo com o Gaeco, um PM infiltrado do 30ºBPM filmou a entrega da propina feita por denunciados a mando dos líderes da quadrilha, envolvendo valores que variavam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil. O dinheiro serviria para que policiais militares daquele município não reprimissem o tráfico nas comunidades dominadas pelo grupo.
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Por conta das investigações realizadas entre agosto e novembro, os agentes realizaram diversas apreensões de drogas e prisões de pessoas contratadas pelo tráfico para transportar os entorpecentes. Eles pegavam as drogas na Providência, Mangueira e São João e levavam para as comunidades de Teresópolis onde eram vendidas.




