Por paloma.savedra

Rio - Um vídeo divulgado pelo Ministério Público mostra um dos momentos em que traficantes de Teresópolis, Região Serrana, pagavam propina a PMs infiltrados, acreditando que os militares participavam do esquema de corrupção. A imagem foi gravada no dia 4 de agosto, em plena praça no Centro do município.

Os criminosos chegavam a pagar valores de até R$ 4 mil aos policiais infiltrados para agirem livremente na região. A ação dos PMs, junto ao Gaeco, ajudou a desmantelar as quadrilhas envolvidas com o tráfico de drogas no Rio e em Teresópolis. Os traficantes acreditavam na facilidade de atuar na cidade, e, segundo o promotor do Gaeco, Fábio Miguel de Oliveira, por isso eles viam Teresópolis "como uma mina de ouro".

Nesta sexta-feira, 20 pessoas foram presas - sendo 15 em Teresópolis e cinco no Rio - durante a Operação Mandrake, coordenada pelo Gaeco e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar e com objetivo de desarticular as quadrilhas, que atuavam nas duas regiões. No Rio, os traficantes tinham forte atuação no Morro da Providência, no Centro. Um homem, identificado como Jefferson Faria, morreu ao tentar fugir da polícia pulando do telhado. No entanto, desde o início da investigação, que começou há oito meses, 22 prisões já haviam sido feitas.
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Foram apreendidos ainda 16 quilos de cocaína; quatro quilos de maconha; um fuzil; uma pistola 9 milímetros; um revólver; 104 munições e R$ 16 mil, que seriam pagos a PMs infiltrados como propina. Também foram apreendidos três carros e 17 motos.
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A operação teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ) e da Polícia Civil e contou com cerca de 400 agentes. Foram cumpridos ainda 73 mandados de busca e apreensão em comunidades do Rio, Teresópolis e também no Complexo Penitenciário de Bangu.
As buscas foram realizadas nas comunidades de Quinta Lebrão, Fonte Santa e Álvaro Paná, em Teresópolis; e na Providência, que fica na Região Portuária, Mangueira e Morro de São João, ambas na Zona Norte, estas três da capital contando com Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).
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Chefes das quadrilhas coordenavam tráfico de dentro do presídio
Os chefes das quadrilhas já estavam presos, porém, segundo o Gaeco, continuavam controlando o tráfico de dentro das prisões. João Firme de Siqueira Filho, vulgo 'Coroa' e 'João do Vale' comandava o crime em Teresópolis. Já André Gonçalves, conhecido como 'Gordão', no Morro da Providência no Rio.
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"Infelizmente, nossos presos continuam, através de celulares, familiares e advogados, comandando o tráfico de drogas, mesmo dentro do presídio", afirmou o tenente-coronel Antonio Jorge Goulart, coordenador de inteligência da PM.

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